8ª Conferência Internacional “Brasil em Código” discute a nova era de transformação digital

21/06/2018

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil promove a oitava edição de seu evento anual “Brasil em Código – Conferência Internacional” em 05 de julho, em São Paulo. Sob o tema “Tudo conectado a tudo”, o encontro promove uma tarde de networking entre os diretores e gerentes da entidade com mais de 400 executivos das principais empresas do país e especialistas em tendências de tecnologia, indústria e logística.

O processo de digitalização e a mobilidade transformam a gestão do volume de informações geradas diariamente nas instituições públicas e privadas. O conceito da indústria 4.0 transcendeu a manufatura e envolve todos os setores da economia. Com tudo e todos conectados, a conferência “Brasil em Código” propõe uma reflexão sobre o impacto desta revolução no modelo dos negócios.

“Estamos no momento da interoperabilidade e da capacidade em entregar resultados em tempo real, o que mudou completamente o perfil das pessoas, tanto profissionalmente quanto do ponto de vista do consumidor”, comenta João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. É esta discussão que estará latente na série de palestras e debates no evento. Após a abertura da apresentadora Sabina Simonatto, a primeira palestra, de Ronaldo Fragoso, vai expor estudos da Deloitte sobre tecnologias emergentes e sua influência na sociedade.

Em seguida, o painel “Lets talk indústria 4.0” reúne nomes expoentes de empresas que já avançaram no conceito da quarta revolução industrial. O caso da Mercedes-Benz do Brasil será apresentado pelo COO Carlos Santiago. Outro caso emblemático no país é o da TetraPak, que será relatado por Fernando Caprioli. Siemens será o caso seguinte, apresentado por Daniel Scuzzarello.

A Digitalização na indústria 4.0 têm ganhado mais força nos últimos anos. Sempre atenta as movimentações do setor, a Siemens, como uma das líderes no fornecimento de soluções de digitalização e Indústria 4.0 tem alertado sobre o crescimento desta tendência. No geral, o uso de tecnologias digitais na indústria brasileira ainda é pouco explorado. Empresas de médio e até mesmo pequeno porte poderiam se beneficiar dos novos modelos de negócios e das oportunidades que essa mudança tem trazido. “Este evento é muito importante, principalmente pelo atual momento de transformação em que Brasil passa, no qual a indústria 4.0 pode ser torna um importante motor para o desenvolvimento do país”, afirma Daniel Scuzarello, diretor de portfólio da Siemens PLM, que ministrará a palestra “Indústria 4.0, presente, futuro (ou passado)?”.

“A 4ª Revolução Industrial tem transformado diferentes segmentos da indústria. No setor alimentos e bebidas, os impactos são inúmeros e profundos, o que nos coloca frente a uma nova realidade e, sobretudo, diante de novas oportunidades”, comenta Fernando Caprioli, diretor de Vendas e Serviços Técnicos da Tetra Pak.

Outras atrações especiais são Duília de Mello, astrofísica brasileira, vice-reitora da Catholic University em Washington e colaboradora da NASA Goddard Space Flight, que revela as descobertas do primeiro equipamento telescópico que visualiza galáxias mais distantes; e Ronaldo Lemos, pesquisador visitante e representante no Brasil do MIT Media Lab. Lemos aborda o varejo, o consumidor omnichannel e as tecnologias emergentes.

SERVIÇO
Brasil em Código – 8ª Conferência Internacional da GS1 Brasil
Data: 05/07/2018
Local: Hotel Unique; av. Brigadeiro Luís Antônio, 4700, São Paulo – SP
Horário: entrevista coletiva de imprensa às 12h
Conferência das 14h às 18h30
Confira a programação completa em: https://www.gs1br.org/brasilemcodigo/#programacao

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

Nada encontrado