3 dicas para gestores de frotas na Black Friday

28/10/2022

O brasileiro está bastante otimista para a Black Friday deste ano. Essa é a conclusão de um levantamento encomendado pelo Google ao Ipsos em que 71% dos entrevistados têm a pretensão de ir às compras, uma alta considerável de 29% quando comparado com 2021. A data é uma grande oportunidade para o varejo, já que se tornou parte do calendário oficial de compras dos brasileiros, mas ainda traz alguns desafios.

De acordo com o ranking do Reclame Aqui de 2021, entre os principais problemas apontados pelos clientes na Black Friday, o atraso das entregas é o campeão. Um dos motivos que podem levar a essa alta taxa é a falta de um planejamento mais adequado para a data, que requer recursos e investimentos especiais para as empresas que querem fazer um bom trabalho. Mais do que uma possibilidade de maximizar as vendas, o mês de descontos pode ser uma oportunidade de atrair clientes e, porque não, fidelizá-los. E a logística pode ser um grande diferencial.

O Panorama da Fidelização no Brasil 2022, desenvolvido pela ABEMF – Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização, em parceria com o Tudo Sobre Incentivos (TSI), mostrou que a entrega está entre os fatores decisivos para a compra, e também para a fidelização. Por essa razão, para uma experiência de compra com nível de excelência, os varejistas precisam levar em conta não somente princípios básicos como qualidade do produto, preço e disponibilidade, por exemplo, mas principalmente os processos logísticos adotados.

Pensando em como auxiliar os gestores de frotas durante a data, Omar Jarouche, CMO da Cobli, compartilha dicas de como a tecnologia pode potencializar e também aumentar a produtividade desse tipo de serviço, proporcionando assim uma boa experiência para os consumidores e os vendedores.

Controle em tempo real

Muitos gestores de frotas ainda controlam suas operações de forma manual e analógica. Em um momento de alta demanda como a Black Friday, contar com o apoio tecnológico ajuda a não perder oportunidades e, assim, aumentar o nível de serviço dos veículos. Um desses recursos é a telemetria, a sinergia entre Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e big data que auxilia na coleta remota de informações tais como: velocidade, localização, consumo médio e também paradas, graças a um acompanhamento em tempo real do veículo. Explorar ao máximo as funcionalidades ajudam a aumentar a produtividade em vários momentos do ano, inclusive na Black Friday.

Além da gestão inteligente de toda a frota por meio de dados, com as inovações disponíveis é possível digitalizar processos para otimizar tempo e ter um maior controle de documentos necessários tais como papéis, planilhas eletrônicas, arquivos de texto e coleta de assinaturas, evitando perdas ou desvios. Entre algumas dessas tecnologias estão o registro de imagens dos serviços e comprovantes de entregas realizados, além que facilitam a auditoria.

Planejamento de rotas

Se o atraso na entrega é a maior reclamação da Black Friday, uma das funcionalidades da tecnologia que ajuda a sanar esse problema é o planejamento de roteirização. Por meio de plataformas automatizadas, o gestor de frota consegue realizar em alguns cliques um plano otimizado para cumprir a programação determinada, organizar o horário do atendimento ao cliente conforme a disponibilidade e, dessa forma, reduzir a incidência de solicitações sobre a situação de entrega e realização de um serviço. 
A previsibilidade promovida por esse tipo de solução ajuda também a atender as expectativas e melhorar a experiência do consumidor, que passa a receber não só a previsão de chegada do motorista ou prestador de serviço, mas também dados da pessoa, qual a placa e modelo do veículo e, ao final, ainda poderá realizar uma avaliação.

Além disso, é importante fazer checklists para garantir que os funcionários estejam cumprindo a programação estabelecida, horários de chegada estimada nos locais destinados ao recolhimento e entrega dos produtos, reduzindo atrasos e até mesmo extravios de compras.

Visibilidade do modo de condução

Por um anseio de realizar entregas mais rápidas, os condutores podem cometer uma série de infrações de trânsito, como por exemplo exceder os limites de velocidade. Segundo o último dado disponibilizado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o número de infrações cresceu 86,9% em agosto quando comparado ao mesmo período de 2021, e transitar acima da velocidade máxima permitida foi a infração que ocupou o topo do pódio.

Os dados mostram a importância de contar com recursos que possam trazer mais visibilidade sobre a frota e assim a possibilidade de acompanhar o comportamento dos motoristas de perto. Tecnologias disponíveis no mercado como a videotelemetria oferecem recursos de imagens e alertas automáticos em tempo real para eventos perigosos como, por exemplo, freadas bruscas. Esse tipo de informação possibilita a implementação de melhorias e ajustes de forma ágil em operações de alta demanda como a Black Friday.

Outro fator de segurança que também impacta o nível de serviço das entregas é a manutenção do veículo. Hoje, de forma 100% digital, é possível controlar e prever os gastos com conservação e ajustes e consertos preventivos. Esses pontos auxiliam também na economia de combustível, um dos maiores gastos logísticos atuais. Com clientes ainda mais exigentes, os gestores de frota precisam mais do que nunca estarem atentos a cada detalhe dos processos logísticos adotados, principalmente em grandes eventos do varejo como a Black Friday, Natal, Copa do Mundo, Dia das Mães, entre outros. Com uma expectativa alta de vendas para esse ano e processos ainda mais digitalizados em toda a cadeia do varejo, a adoção de tecnologias será o grande diferencial competitivo capaz de promover a melhor experiência para os clientes.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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