VW Caminhões e Ônibus amplia portfólio de modelos vocacionais

Já reconhecida por desenvolver e produzir veículos sob medida, a VWCO promete fortalecer ainda mais esta imagem: a empresa supera a marca de 40 modelos vocacionais em seu portfólio global. Em 2024, lançou grande parte desses veículos com tecnologia Euro 6 e viu dobrar seu volume de produção. Com aproximadamente 3.750 unidades em 2023, saltou para mais de 8.500 em 2024, correspondendo a cerca de 20% do montante fabricado pela empresa no ano.

O grande destaque para esse resultado está no desenvolvimento acelerado dos novos modelos, que chegaram, em média, apenas seis meses depois dos veículos de série em que se baseiam. Com essa estratégia, a empresa tem hoje um dos maiores portfólios de vocacionais do mercado, com veículos destinados a aplicações off-road, para construção civil, coleta de resíduos, combate a incêndios, transporte de valores ou com trações diferenciadas.

A maior parte desse volume se destina a clientes brasileiros. Entre os mais demandados em 2024, estão os ônibus escolares e os caminhões 8×2. A proximidade com o cliente está no coração dessa estratégia de sucesso, em linha com o slogan da empresa “menos você não quer, mais você não precisa”.

“Nossa prioridade é o cliente, sempre buscando agregar valor à sua operação por meio da inovação. Isso nos garante uma posição diferenciada, pois vivenciamos de perto e entendemos as condições únicas de operação do mercado de transporte e suas demandas. Investimos fortemente na engenharia modular e inovamos na busca de prover a melhor relação custo benefício, flexibilidade e eficiência operacional, sempre comprometidos em atender às necessidades específicas de nossos clientes”, destaca Rodrigo Chaves, vice-presidente de Engenharia da montadora.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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