VLI recebe sinal verde para encher navios Panamax de grãos em Santos

27/03/2018

A VLI recebeu o sinal verde para que possa já operar a plena capacidade navios Panamax — de maior porte — em seu terminal graneleiro no Tiplam, no porto de Santos. A permissão foi possível após a homologação da dragagem de seu segundo berço, que elevou o calado de 12 para 13,5 metros. A expectativa é que o primeiro navio Panamax faça a atracação para o enchimento completo neste fim de semana.

Conforme a companhia de logística, que tem a Vale como maior acionista, a operação de navios Panamax, com capacidade de carregamento de 60 mil a 70 mil toneladas de grãos, elevará a eficiência portuária e a capacidade de transporte do terminal. Antes da dragagem, esses navios não podiam sair preenchidos devido ao peso e realizavam o chamado “top off” – ou seja, recebiam parte dos grãos no Tiplam e completavam com o restante em outros terminais, antes de seguir para a Ásia.

“Tivemos um ótimo desempenho em 2017, nosso primeiro ano de operação com grãos, e o volume só não foi maior por causa do calado”, disse ao Valor, Fabiano Lorenzi, diretor comercial da VLI, que tem a expectativa de dobrar o volume de grãos movimentado em 2018 devido à homologação da dragagem. Além disso, ele cita o momento favorável do agronegócio, com safras robustas que pressionam pelo escoamento mais rápido.

Localizado no Canal de Piaçaguera, o Tiplam é um projeto de R$ 2,7 bilhões de ampliação do porto da VLI em Santos, iniciado em 2013. O projeto tinha como objetivo permitir a exportação de grãos de forma totalmente integrada à ferrovia.

Inaugurado em fevereiro de 2017, o terminal graneleiro embarcou 2,5 milhões de toneladas de açúcar e 2,5 milhões de toneladas de soja, milho e farelo. Também importou 2,5 milhões de fertilizantes. A capacidade total de embarque de grãos do terminal é de 9,5 milhões de toneladas.

Considerada fundamental nos planos de expansão da VLI (e garantia de seu “business plan”), a dragagem do terminal chegou a ser suspensa pela Justiça, sob alegação de que a cava subaquática que estava sendo construída para dispor sedimentos contaminados não era segura ao meio ambiente. A obra foi liberada após a VLI assinar um termo de compromisso elaborado pela Codesp, administradora do porto de Santos, formalizando contrapartidas.

Fonte: Valor Econômico

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