UpFlux aponta compras corporativas como grande oportunidade para gerar retorno financeiro com IA

A aplicação da inteligência artificial (IA) em processos de compras corporativas tem o potencial de gerar quase R$ 1,6 milhão em resultado operacional a cada R$ 22 milhões processados. A estimativa foi apresentada por Alex Meincheim, CEO e cofundador da UpFlux, durante entrevista ao Times Brasil (licenciado exclusivo CNBC) realizada no evento Universo TOTVS 2026, em São Paulo.

O foco da estratégia está nas compras de curva C, conhecidas pelo alto volume de transações de baixo valor unitário. Como essas operações demandam muito tempo das equipes, parte das negociações acaba sem o acompanhamento ideal. Com o uso de agentes inteligentes, as empresas conseguem ampliar a capacidade de atuação nessas frentes e impactar diretamente o desempenho financeiro: “Cada real economizado em compras aparece na última linha da companhia”, pontua o executivo.

IA do nível “CPF” para o nível “CNPJ”

Para Meincheim, embora a IA já seja amplamente utilizada por colaboradores em tarefas individuais — como a criação de e-mails e apresentações (o que ele define como o nível “CPF”) —, o real retorno financeiro para as organizações depende da integração da tecnologia diretamente aos processos de negócio (nível “CNPJ”).

A atuação da UpFlux baseia-se em combinar análise de processos e inteligência operacional para que os agentes inteligentes não apenas apontem gargalos, mas executem ações dentro das diretrizes da empresa. Segundo o CEO, o ciclo resume-se em: “Diagnóstico, receita pronta e ação executada”.

“O papel do humano é fazer o que faz melhor: ter critérios de decisão e senso crítico para tomar as decisões necessárias”, explica Meincheim, ressaltando que tarefas repetitivas ficam a cargo dos agentes autônomos em um modelo de trabalho híbrido.

Recomendações para projetos de IA

Para as empresas que desejam iniciar iniciativas de inteligência artificial, o executivo deixa um alerta importante: a escolha de modelos de linguagem não deve ser o ponto de partida. O foco inicial precisa estar na definição de um caso de uso claro e em um problema corporativo relevante, garantindo que o investimento em tecnologia se converta em ganhos operacionais e financeiros reais.

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