O tráfego rodovias paulistas registrou crescimento de 4,9% entre fevereiro e março de 2026, já descontados os efeitos sazonais. Os dados são do Monitor de Tráfego nas Rodovias, elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), e indicam avanço tanto na circulação de veículos leves (+4,4%) quanto de pesados (+5,5%).
Na comparação com março de 2025, o volume de tráfego apresentou expansão ainda mais expressiva, de 9,3%, com destaque para o aumento de veículos pesados (+12,1%) e também de leves (+8,9%). Além disso, no acumulado do primeiro trimestre de 2026, o crescimento foi de 6,2% frente ao mesmo período do ano anterior, refletindo o desempenho conjunto das duas categorias.
Ao considerar os últimos 12 meses, o fluxo nas rodovias do estado avançou 3,3% em relação ao período anterior. Esse resultado foi sustentado tanto pelos veículos leves (+3,4%) quanto pelos pesados (+3,0%), indicando uma tendência consistente de aumento da mobilidade e da atividade logística.

Tráfego rodovias paulistas acompanha atividade econômica e logística
Do ponto de vista da mobilidade de passageiros, o cenário econômico contribuiu para o aumento do tráfego. O mercado de trabalho manteve desempenho positivo no trimestre encerrado em fevereiro, com taxa de desocupação de 5,8% e rendimento médio de R$ 3.679. Além disso, o emprego formal registrou saldo positivo de 255,3 mil vagas no país, sendo 95,9 mil apenas no estado de São Paulo.
Esse ambiente, portanto, sustenta deslocamentos relacionados ao consumo, lazer e viagens intermunicipais. Em paralelo, o setor de serviços avançou 0,3% em janeiro, alcançando o maior patamar da série histórica, o que reforça a demanda por mobilidade e ajuda a explicar o crescimento do fluxo de veículos leves.
No segmento de transporte de cargas, o aumento do tráfego de veículos pesados está associado à retomada da atividade econômica. A produção industrial cresceu 1,8% em janeiro e 0,9% em fevereiro, enquanto a movimentação portuária também apresentou expansão.
Nesse contexto, o Porto de Santos registrou, em janeiro, seu melhor resultado dos últimos três anos. O desempenho indica maior fluxo de cargas e, consequentemente, maior pressão sobre as rodovias que conectam o interior ao litoral, contribuindo para a elevação do tráfego de veículos pesados no estado.
Os dados também mostram que a frota paulista atingiu 35.407.689 veículos em fevereiro de 2026, o equivalente a 27,3% do total nacional, segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O volume representa alta de 0,2% no mês, com crescimento acumulado de 0,5% no ano e de 2,9% em 12 meses.
A composição da frota é liderada por automóveis (58,7%), seguidos por motocicletas (16,9%), caminhonetes (6,5%), camionetas (5,2%), motonetas (4,0%) e caminhões (2,1%), além de outros tipos (6,6%). Em relação ao combustível, predominam os veículos flex (42,6%) e os movidos exclusivamente a gasolina (41,6%), enquanto diesel (6,4%), etanol (5,1%), GNV (0,8%) e elétricos ou híbridos (0,6%) apresentam menor participação.
Outro dado relevante é a idade média da frota no estado, estimada em 18,6 anos. Do total, 15,7% dos veículos têm até cinco anos de fabricação, enquanto 37,3% possuem mais de 20 anos, indicando um perfil ainda envelhecido, o que pode impactar eficiência, custos e desempenho da mobilidade no estado.








