TQUIM Transportes inaugura Centro de Distribuição e se torna operador logístico

28/09/2015

Reconhecida há 35 anos no mercado pela sua atuação líder no setor de transporte de produtos químicos, a granel e embalados, perigosos e não perigosos, a TQUIM  ampliou o portfólio de serviços aos seus clientes com o início de operação de armazenagem de produtos embalados e gestão de estoques. Com investimento de R$ 4 milhões, a companhia inaugurou um Centro de Distribuição (CD) com 11,5 mil metros quadrados de área e capacidade de 12 mil posições pallets verticalizadas.

Localizado em uma região estratégica de São Bernardo do Campo, próximo do Rodoanel e dos portos da baixada santista, a proposta da TQUIM é integrar transporte e armazenagem, transformando-se num operador logístico completo. A ideia de ampliar seu leque de serviços nasceu da necessidade que a empresa percebeu junto ao seu mercado de atuação.

“Muitos armazéns utilizam terceiros no seu transporte. Nossa estratégia foi justamente atuar na integração da operação. Como uma transportadora tradicional, decidimos levar aos nossos clientes e ao mercado a facilidade de armazenagem dos produtos que transportamos, proporcionando às empresas produtividade, redução do transit time e no custo da cadeia de supply chain”, comenta Walter Almeida, Diretor Superintendente da TQUIM.

Segundo o executivo, é sabido que a dinâmica de deslocamento dos produtos pelas transportadoras que operam nos CDs de terceiros consome, em média, 40% do tempo diário entre um frete e outro. “O produto, estando em nosso armazém, terá uma integração direta com nosso transporte, reduzindo o tempo gasto nos deslocamentos, carga e descarga, o que amplia a capacidade de entrega dos nossos clientes”, explica Almeida.

Os setores alvos da TQUIM para seu CD são os segmentos químico, tais como produtos orgânicos e inorgânicos; petroquímico, que inclui resinas termoplásticas; minerais; assim como produtos para limpeza e conservação. Entre os clientes que já estão utilizando seu Armazém Geral estão as multinacionais Trínseo, IMCD Group  e Blue Star.

Outra característica de destaque envolvida nessa ampliação do negócio está na capacitação da empresa em oferecer aos clientes um atendimento sob demanda. A proposta da TQUIM é promover um serviço completo, que inclui o full outsourcing da gestão do controle de estoque e faturamento das empresas.

Na prática, a TQUIM comandará, através do acesso remoto aos softwares de gestão ERP, utilizados pelos seus clientes, todo o processo de documentação para o embarque, o que envolve a emissão das notas fiscais e dos certificados diversos que demandam essas operações, controlando assim a baixa de estoque no CD, a entrada de mercadorias e controle de validades.

“A tônica como operador logístico é cuidar de todo o trâmite de recebimento e expedição do produto que está no nosso Armazém Geral, que é devidamente matriculado na Junta Comercial do Estado de São Paulo, o que garante aos nossos clientes a tranquilidade da regularidade fiscal, tão importante atualmente para se evitar contingências futuras”, explica Almeida.

A tecnologia é um dos quesitos principais na TQUIM. A empresa investiu na implementação da solução de WMS, da Store Automação, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor logístico, para garantir um processo automatizado e dinâmico em seu CD, permitindo promover aos clientes confiabilidade e rastreabilidade dos produtos, que se traduz numa administração eficiente.

A flexibilidade dos serviços da TQUIM também está ligada à sua capacidade de atendimento para operações cross-docking e milk-run. A primeira envolve um processo de distribuição no qual a mercadoria recebida é redirecionada sem ser previamente armazenada, o que requer um bom conhecimento dos produtos de entrada, seus destinos e um processo eficiente de roteirização das mercadorias para os veículos de saída. Já o procedimento milk-run consiste no planejamento da coleta e entrega de matéria-prima entre fornecedores e a indústria. Porém, com a disponibilidade de um CD, a TQUIM ainda inclui nessa cadeia de serviços a retirada dos produtos manufaturados da indústria para armazenagem e distribuição.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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