Supply Chain no Brasil em 2026 foca redução de custos e eficiência, mostra pesquisa do Procurement Club

A agenda de Supply Chain no Brasil em 2026 será marcada pela busca por redução de custos, savings e eficiência logística, segundo a Pesquisa de CPOs & CSCOs 2026, divulgada pelo Procurement Club, organização voltada à disseminação de tendências e conexão de profissionais das áreas de Compras e Cadeia de Suprimentos.

O levantamento aponta que 31% das empresas que atuam no país vão concentrar esforços em eficiência operacional e redução de custos em logística e Supply Chain, indicando uma agenda mais orientada à captura de valor do que a grandes transformações estruturais. O estudo também mostra que apenas 13% das organizações planejam grandes investimentos no setor para 2026.

A pesquisa reuniu 133 respostas, com predominância da América Latina (95%) e forte presença de profissionais ligados à área de Supply Chain (89%). A maioria dos participantes ocupa cargos de gerência e diretoria (79%), além de executivos C-level e fundadores, com atuação em setores como indústria, tecnologia, serviços corporativos, saúde, consumo, varejo e infraestrutura.

Entre as prioridades apontadas para 2026, o estudo destaca que atingir metas financeiras lidera as respostas, com 21%, seguido por capacitação e evolução de equipes (14%) e digitalização de processos de supply chain (12%). O conjunto reforça uma abordagem mais pragmática, voltada a resultados tangíveis e eficiência operacional.

No campo da tecnologia, a pesquisa evidencia um descompasso entre o avanço do discurso sobre inteligência artificial na supply chain e a maturidade prática das empresas. Segundo o levantamento, 47% das organizações ainda precisam corrigir falhas de processos e dados antes de avançar com IA, enquanto 56% classificam o nível de integração entre sistemas, processos e IA como baixo, com aplicações ainda isoladas.

Na avaliação de Maíra Rossi, diretora de Relacionamento do Procurement Club, o cenário reflete um momento de transição. “A Pesquisa mostra que 2026 será menos definido pela quantidade de iniciativas e mais pela capacidade de priorizar o que realmente gera resultado. O Procurement e o Supply Chain estão mais pressionados por eficiência, mas também mais conscientes de que produtividade sustentável depende de fundamentos bem resolvidos, como processos, dados, governança e pessoas”, afirma.

Maíra Rossi: “O Procurement e o Supply Chain estão mais pressionados por eficiência, mas também mais conscientes de que produtividade sustentável depende de fundamentos bem resolvidos, como processos, dados, governança e pessoas”

Os dados também apontam mudanças na gestão de pessoas. A retenção de talentos aparece mais relacionada à experiência do colaborador do que a benefícios isolados, com destaque para ambiente de trabalho positivo, segurança psicológica, reconhecimento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

No eixo operacional, automação, analytics e ferramentas digitais aparecem como principal alavanca de eficiência para 2026, citadas por 37% dos respondentes. Já entre os principais KPIs prioritários estão redução de custos e savings em logística (31%), automação e produtividade com IA (21%) e risco da cadeia e desempenho de fornecedores (15%).

A pesquisa também indica uma mudança na relação com fornecedores, que passa a ser mais colaborativa e menos transacional, com maior peso para temas como reputação, flexibilidade e ganhos mútuos. Ao mesmo tempo, compliance, risco regulatório e governança de dados ganham relevância como habilitadores da agenda de eficiência e inovação.

“A relação com fornecedores também ganha novo peso estratégico. O estudo aponta avanço de uma lógica menos transacional e mais orientada a colaboração, reputação, flexibilidade e ganhos mútuos, ao mesmo tempo em que temas como compliance, risco regulatório e arquitetura de dados se consolidam como habilitadores da agenda de eficiência e inovação”, diz Maíra.

O levantamento também destaca que procurement e supply chain passam a assumir um papel mais amplo nas organizações, envolvendo não apenas controle de custos, mas também resiliência, gestão de riscos, governança e geração de valor.

Compartilhe:
Veja também em Supply Chain
DHL Supply Chain amplia operação para a Reckitt e passa a atender divisões de saúde e nutrição no Brasil
DHL Supply Chain amplia operação para a Reckitt e passa a atender divisões de saúde e nutrição no Brasil
DHL Supply Chain assume fulfillment do Grupo Skelt e integra operação B2B e B2C
DHL Supply Chain assume fulfillment do Grupo Skelt e integra operação B2B e B2C
Falhas em sistemas logísticos podem gerar efeito dominó e comprometer cadeias de suprimentos, alerta COO da Penso Tecnologia
Falhas em sistemas logísticos podem gerar efeito dominó e comprometer cadeias de suprimentos, alerta COO da Penso Tecnologia
DHL reforça estratégia em logística global e Supply Chain diante das mudanças no comércio internacional
DHL reforça estratégia em logística global e Supply Chain diante das mudanças no comércio internacional
Colgate-Palmolive e Fiorde lançam Smart Supply Hub com foco em integração total e escala
Colgate-Palmolive e Fiorde lançam Smart Supply Hub com foco em integração total e escala
Fundador da Neogrid, Miguel Abuhab é homenageado em Las Vegas, EUA, por contribuição global ao Supply Chain
Fundador da Neogrid, Miguel Abuhab é homenageado em Las Vegas, EUA, por contribuição global ao Supply Chain

As mais lidas

01

Veloe lança Rede Parceira para ampliar eficiência no abastecimento e fortalecer experiência digital
Veloe lança Rede Parceira para ampliar eficiência no abastecimento e fortalecer experiência digital

02

Infios apresenta camada de inteligência que impulsiona a execução de Supply Chain orientada por IA
Infios apresenta camada de inteligência que impulsiona a execução de Supply Chain orientada por IA

03

STILL apresenta tecnologia patenteada que atua na prevenção de acidentes com empilhadeiras
STILL apresenta tecnologia patenteada que atua na prevenção de acidentes com empilhadeiras