Setor atacadista e distribuidor tem crescimento nominal de 9,28% entre janeiro e abril

09/06/2016

De acordo com a pesquisa mensal Banco de Dados da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), no mês de abril o setor atacadista e distribuidor apresentou queda real (deflacionada) de -1,15% em relação ao mesmo mês do ano passado – menor do que o recuo registrado em março, que foi de -1,72%. No acumulado do ano, houve uma redução de -0,59%. Na comparação com o mês de março, a queda foi de -8,55%.

Já em termos nominais, houve crescimento de 8,02% frente a abril de 2015 e de 9,28% no acumulado de janeiro a abril, comparado ao mesmo período do ano passado. Em relação a março, houve queda real de -8%.

De acordo com a entidade, o dado positivo é que o ritmo de queda diminuiu e tende à estabilidade neste primeiro semestre, em termos reais, o que vai ao encontro das expectativas divulgadas pela ABAD no início do ano.

Para o segundo semestre a ABAD espera alguma melhora, já que a base de comparação de 2015 é fraca e há outros fatores que apontam para um cenário mais otimista. A inflação deve começar a ceder, já que, com o desemprego em alta e consumo em queda na maior parte do país, os índices atuais não devem sustentar-se por muito tempo. Com isso, a confiança do consumidor deve voltar aos poucos e ajudar a aquecer a demanda até o fim do ano. Por outro lado, com os bons resultados das exportações agrícolas, a economia das regiões produtoras tende a reagir e gerar mais renda, o que se reflete no consumo.

O fator político, contudo, continua a influir no âmbito econômico, e a retomada efetiva da confiança depende do sucesso do governo interino de Michel Temer nas ações focadas na estabilização do país.

“O cenário econômico ainda está bastante incerto, e assim permanecerá enquanto a situação política não se normalizar e o governo não sinalizar com firmeza os avanços na condução da política econômica”, pondera o presidente da ABAD, José do Egito Frota Lopes Filho.

“Contudo, como as empresas do setor já vinham se preparando para atravessar mais um ano cheio de desafios, acreditamos que a meta de pelo menos reverter o resultado negativo de 2015 [queda real de -6,8%] seja ainda possível, caso haja uma retomada da confiança do consumidor no segundo semestre”, completa.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Com 95% do comércio exterior pelo mar, Brasil precisa se adaptar a navios maiores
Demanda incerta para Black Friday e Natal desafia planejamento das transportadoras no Paraná
Novo Plano Nacional de Logística retoma o desafio histórico da integração modal
A digitalização inteligente: o motor da competitividade da indústria automotiva brasileira na era do nearshoring
Estudo mapeia quase 99 mil profissionais no transporte de produtos perigosos e aponta desafios de qualificação e renovação
Evento gratuito debate tecnologias e desafios para evolução da logística industrial

As mais lidas

01

Insights Logweb – O movimento da semana de 14 a 18 de setembro
Insights Logweb – O movimento da semana de 14 a 18 de setembro

02

Ford revela três versões da van elétrica Transit City que chegam ao Brasil ainda em 2026
Ford revela três versões da van elétrica Transit City que chegam ao Brasil ainda em 2026

03

Special Dog Company reforça frota e cresce 25% na equipe de motoristas em 2025