SETCEPAR aponta alta do diesel e pressão regulatória no transporte rodoviário no primeiro trimestre

O transporte rodoviário de cargas iniciou 2026 sob pressão de custos e aumento da complexidade regulatória, segundo avaliação do SETCEPAR (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná). O primeiro trimestre foi marcado por fatores como a alta do diesel, os desdobramentos da Reforma Tributária e o maior rigor na fiscalização da tabela de frete.

De acordo com o presidente da entidade, Silvio Kasnodzei, o cenário exige atenção redobrada por parte das empresas. “Sabíamos desde o início que 2026 seria um ano de muitos desafios, mas não esperávamos um cenário global tão impactado. Diante desse contexto, a orientação é de maior atenção à gestão de custos e à necessidade de adequação dos valores de frete, sempre com foco na qualidade da receita e na sustentabilidade das operações”, afirma.

O diesel, principal insumo do setor, concentrou grande parte dos impactos no período. Apenas em março, o combustível registrou alta média de 16,2% em relação a fevereiro, passando de cerca de R$ 6,10 para R$ 7,09 por litro, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Considerando que o diesel pode representar até 35% dos custos operacionais, conforme a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o aumento pressiona diretamente a formação do frete e a rentabilidade das operações.

Além disso, o ambiente regulatório também ganhou relevância. A Reforma Tributária passa a integrar o planejamento das empresas ao longo de 2026, em um período de adaptação às mudanças previstas para os próximos anos. “Este é um ano de preparação para a Reforma Tributária. Precisamos estar prontos para 2027, quando as novas regras passarem a valer de fato”, destaca Kasnodzei.

Adaptação

Diante desse contexto, a adaptação passa por uma gestão mais detalhada e estratégica das operações. Segundo o presidente do SETCEPAR, revisar rotas, ajustar tabelas de frete e acompanhar de perto os custos são medidas necessárias para enfrentar o cenário.

“O principal desafio está em conhecer o negócio no detalhe, revisar rotas e fazer os ajustes necessários. Não há o que temer, todos estão sujeitos às mesmas regras e a estruturas de custo semelhantes. Vai se destacar quem estiver mais preparado para enfrentar esse período, revisar suas tabelas diante do aumento dos custos, especialmente do diesel, e encontrar a melhor forma de remunerar e reter talentos”, conclui Kasnodzei.

Compartilhe:
Veja também em Transporte rodoviário
Inteligência jurídica fortalece o gerenciamento de risco no transporte rodoviário de cargas
Demanda incerta para Black Friday e Natal desafia planejamento das transportadoras no Paraná
Motz supera R$ 1,4 bilhão em receita líquida no primeiro semestre e projeta crescimento acima de 30% em 2026
Motz supera R$ 1,4 bilhão em receita líquida no primeiro semestre e projeta crescimento acima de 30% em 2026
Caminhão Mercedes-Benz Axor é escolhido pela GTS Transportes para sua entrada no setor da mineração
Caminhão Mercedes-Benz Axor é escolhido pela GTS Transportes para sua entrada no setor da mineração
Parada Top integra jornada de caminhoneiros e acelera a digitalização do transporte rodoviário
Parada Top integra jornada de caminhoneiros e acelera a digitalização do transporte rodoviário
Manutenção programada deixa sistemas da ANTT indisponíveis entre esta sexta e segunda-feira
Manutenção programada deixa sistemas da ANTT indisponíveis entre esta sexta e segunda-feira

As mais lidas

01

Americanas conclui venda de mais uma unidade do Natural da Terra para o Oba Hortifruti

02

Volkswagen do Brasil abre inscrições para o Programa de Estágio 2027 com mais de 30 vagas

03

E-commerce na América Latina deve alcançar US$ 215 bilhões e impulsiona expansão internacional de sellers brasileiros