Segmento de autopeças requer agilidade nas entregas, e cobra isto de OLs e transportadoras

08/09/2014

Por integrar um segmento bastante dinâmico, o automotivo, o setor de autopeças trabalha com equipamentos, recursos e técnicas que buscam manter, por um lado, as linhas das montadoras funcionando e, por outro, atender com rapidez às concessionárias e oficinas especializadas.

N esta edição, o destaque para os trabalhos dos Operadores Logísticos e das transportadoras fica para o setor de autopeças –pela primeira vez focado em Logweb. E, por isto mesmo, a questão inicial que vem à mente é: quais as características da logística neste segmento, incluindo os diferenciais em relação à logística em outros setores da economia?

Primeiro a responder, Vinicius Falcão, diretor de novos negócios, Automotivo e Industrial, América do Sul, da Ceva Logistics (Fone: 11 3556.2382), diz que esta logística tem como característica principal o fluxo de abastecimento para as montadoras. O inventário é planejado para ser o menor possível em todas as etapas da cadeia e o fluxo de materiais precisa ser muito bem sincronizado para evitar ruptura no processo produtivo.

“Como diferencial deste setor podemos citar a utilização do conceito Milk-run para coleta de peças nos fornecedores (tiers 1 e 2) para abastecimento das montadoras. Outra parte importante da logística neste setor é a cadeia de reposição de peças, que consiste na armazenagem e no transporte de peças para abastecer a rede de distribuidores das montadoras em todo o território nacional”, explica Falcão.

A logística de peças no setor automotivo envolve o transporte e a gestão de autopeças entre fornecedores e montadora – a análise, agora, é de Ian Nunes, gerente de relações com investidores da Tegma Gestão Logística (Fone: 11 43462.500). Para ele, os serviços envolvendo montadoras exigem uma operação eficiente, desde a coleta nos fornecedores, passando pela armazenagem, até a distribuição por diversas montadoras pelo país. Isso cria um alto padrão para a gestão de processos, para que não haja nenhuma interrupção na linha de produção do cliente.

A estas avaliações se junta a de Felippi Perez, diretor comercial da Keepers Logística (Fone: 11 4151.9030). Para ele, cada vez mais as montadoras trabalham em Just in time, portanto, as operações são cada vez mais rápidas e necessitam de mais qualidade. “Acredito no aumento dos processos de Milk–run e na adaptação de transportadoras para atender a essas necessidades.”

Ainda segundo Perez, é papel principal do OL ou das transportadoras se adaptarem às necessidades de agilidade e de altíssima qualidade das montadoras e dos fabricantes de componentes. Os processos de Just in time e Milk-run só são possíveis devido ao comprometimento dos OLs e das transportadoras.

De fato, como dizem Jonatas Fernando da Silva, gerente comercial, e Leiliane Escher da Silva Guimarães, encarregada da qualidade, ambos da GTE Gomes Transportes (Fone: 19 3468.7150), o segmento de autopeças é dinâmico, nervoso e eficiente. “Hoje, a logística no segmento é de suma importância para que uma concessionária, distribuidor ou varejista se mantenha no mercado, principalmente porque o consumidor final vem, a cada dia, pressionando e sendo pressionado para que seu serviço seja realizado mais rápido – hoje, cerca de 90% desses consumidores dependem de um veículo para o trabalho”, dizem.

Fernando Souza, gerente comercial SP da Ativa Logística (Fone: 11 2901.4041), e Ronan Hudson, diretor comercial da JadLog(Fone: 11 3563.2000), também são integrantes deste segmento que falam da importância do prazo de entrega.

Souza lembra que ele é muito reduzido, já que a venda é feita para o consumidor final que não trabalha com estoque. E Hudson, da JadLog, completa: a característica principal no atendimento deste segmento é o cumprimento dos prazos de entrega nas concessionárias das montadoras. De acordo com ele, geralmente, as peças enviadas são para atendimento de veículos em revisão nas oficinas. Também é peculiar a logística reversa das autopeças, com o propósito de recuperá-las, total ou parcialmente, bem como de destruí-las/descartá–las da maneira correta. Ainda há reversa no caso de devolução das peças por defeito ou no caso de envio de peças erradas, expõe o diretor comercial da JadLog.

“O segmento logístico de autopeças é complexo e exige uma comunicação rápida e muito eficiente entre os envolvidos no processo. Os diferenciais estão na garantia do atendimento dos prazos acordados, acompanhamento das operações e feedback rápido e seguro aos clientes internos e externos, sendo alguns dos principais desafios no atendimento da indústria automotiva”, completa Rodrigo Marchini, diretor de operações OVL da Gefco Brasil (Fone: 21 2103.8127).

E a análise de Elder Apolinário, managing director da JAS do Brasil Agenciamento Logístico (Fone: 11 3049.7600), vai pelo mesmo caminho: a logística no segmento automotivo é pautada pelo grau de eficácia exigido pelas montadoras e sistemistas, demandando um elevado grau de exigência nos compromissos de lead/transit time no serviço prestado, atrelado ao necessário grau de competitividade nas tarifas oferecidas e aplicadas. “Penso que as principais características no segmento de autopeças para uma transportadora são valor agregado para efeitos de seguro e agendamento de entrega em montadoras. Entendemos que assim como qualquer outro segmento, o cumprimento do agendamento é de extrema importância para evitar uma possível parada ou quebra na linha de produção”, emenda Rolando Perri Neto, diretor da Javatrans Logistica (Fone: 11 4396.0727).

 

Roubo

Roubo. Esta é uma das “características” do segmento de autopeças na opinião de Thiago Veneziani, diretor da Terra Master em Logística e Transporte (Fone: 13 3299.5500), e de Érika Andrade, diretora comercial da Transeleri Transportes (Fone: 11 2984.0878).

Enquanto o primeiro diz que a principal diferença deste segmento é o transporte monitorado, pois autopeças são enquadradas como mercadorias específicas, com alto índice de roubo, Érika lembra que, como a maior parte das entregas de autopeças é feita entre distribuidores, o maior volume de carga está concentrada nas capitais e nos grandes polos. “Porém, tem suas particularidades para o transporte – as autopeças, por si somente, são cargas visadas, já que a sua revenda no mercado negro e distribuição são extremamente fáceis, assim, para o transporte e manuseio é necessário que seja seguido rigorosamente o PGR – Programa de Gerenciamento de Risco”, alerta.

Nicolas Derouin, da ID Logistics (Fone: 11 3809.3400), prefere apontar as características do segmento por tópicos. No que tange aos diferenciais, Derouin cita: monitoramento contínuo de custos operacionais, buscando reduções ou ganhos de escala; gerenciamento e controle rígido sobre os processos para o abastecimento das linhas; controle rígido sobre a acuracidade dos estoques; gerenciamento e controle nos lead times de transporte para transferências entre CD/Planta, assim como entrega aos clientes/ponto de venda; e expedições para clientes sob demanda para atendimentos personalizados.

Também por tópico é a análise de Ronaldo Lemes, diretor geral de operações da Transportadora Sulista (Fone: 41 3371.8200), quanto às características deste segmento: estoques muito enxutos e necessidade de informações ágeis e precisas –“este tipo de transporte quase sempre acontece à noite, algo que o diferencia das demais operações”, complementa.

Para Thiago Barreto, diretor comercial da Rodorei Transportes (Fone: 11 2126.9191), com as exigências do mercado globalizado e as novas tendências do mercado automotivo, as formas de operação serão sempre estudadas caso a caso. “A criação de projetos específicos e gestão completa do ciclo logístico estarão sempre em sintonia com esse mercado. Esses dois tópicos, quando integrados, trazem mais rapidez, acuracidade e pontualidade nas entregas. Esse é um diferencial que este mercado requer”, explica. E aSantos Brasil (Fone: 13 3209.6000), através de sua assessoria de imprensa, completa: a principal diferença na logística de autopeças é que, por se tratarem de produtos específicos que vão direto para a linha de montagem, requerem cuidados especiais, tanto no transporte como no manuseio. Isso exige um controle maior de operação e movimentação, armazenagem em local limpo, protegido de intempéries, e equipamentos adequados para a atividade.

E Valdomiro Fellippe, gerente operacional – SAO da Via Pajuçara Transportes (Fone: 11 3585.6900), explica que, em razão da concorrência em todos os segmentos, as características, via de regra, são parecidas, que é a exigência da rastreabilidade da carga em todas as suas fases e informação das entregas ou ocorrências dentro do “time” acordado.

Pelo seu lado, Giuseppe Lumare Júnior, diretor comercial da Braspress Transportes Urgentes (Fone: 11 2188.9000),destaca que o mercado de autopeças tem mudado profundamente. Segundo ele, com o advento dos consórcios produtivos, a logística de armazenagem e o transporte foram obrigados a combinar suas competências para oferecer soluções conjuntas. Hoje, as próprias indústrias de autopeças participam da produção de veículos, obrigando-se a integrar às cadeias produtivas e oferecer não só componentes isoladamente, mas uma família deles e o serviço de montagem. Para tanto, a logística foi a chave-mestra que acionou o processo de integração de coletas em múltiplos fornecedores de transporte e de serviço para garantir o fluxo de produção. Atualmente, é praxe dosar os processos produtivos de acordo com as demandas de mercado, por isso, foi necessário uma redução significativa de estoques e uma gestão mais precisa de processos. Por isso, cada vez mais surgem transportadores e Operadores Logísticos cuja especialidade é desenhada para atender esse importante segmento de mercado.

Paulo Guedes, presidente da Veloce Logística (Fone: 11 3905.7000), também fala das mudanças no segmento. Segundo ele, considerando que as montadoras, como política para melhor competir com a concorrência, adotaram duas medidas básicas – ampliação das fábricas e modernização e diversificação do portfólio –, os fabricantes de autopeças deverão seguir passos semelhantes. “Maior número de modelos, novas tecnologias embarcadas, pressão por mais lançamentos, adaptação às leis de proteção ao meio ambiente e a necessidade de redução dos tempos de produção têm gerado maior complexidade em toda a cadeia e processos produtivos”, ressalta.

Assim, segundo Guedes, a tendência que vem se confirmando, inclusive no Brasil, é a de que as montadoras estão estabelecendo plataformas globais, alinhadas com o aumento do consumo local e internacional. Uma das consequências, para diminuir riscos de ruptura na fabricação, poderá ser o retorno da manufatura para perto dos mercados consumidores, principalmente para os produtos de alto valor agregado. Ressalte-se que as grandes empresas, quando assim decidirem, estarão influenciando, também, seus principais fornecedores de produtos ou de prestação de serviços, como os Operadores Logísticos.

E uma das consequências inevitáveis, segundo depoimentos dos principais dirigentes das montadoras, é aumentar a competitividade através de aumento das compras de peças no mercado brasileiro, redução dos custos de produção, aumento da automação, investimento em inovação e aproveitamento das tecnologias locais.

 

Tendências na logística no segmento de autopeças

A análise do presidente da Veloce Logística acaba apontando, também, para as tendências deste segmento. E ele continua: “óbvio, portanto, que o setor de autopeças – fabricantes e sistemistas – deverá fazer seus investimentos em compasso com os investimentos das montadoras e preparar não só o processo produtivo, mas, também, sua logística de forma adequada, pois terão dois grandes compromissos: alimentar as fábricas para a produção dos automóveis e abastecer o mercado de peças para reposição (P&A)”.

Ainda de acordo com Guedes, para atender as exigências do mercado, cada vez mais as empresas de autopeças precisarão focar na eficiência da distribuição, capilaridade da rede, eficiência logística e capacitação permanente, principalmente com respeito às novas tecnologias introduzidas nos veículos – elétricos, eletrônicos, de comunicação – conectividade – ou de computação.

“Entretanto, como as próprias montadoras de veículos, a indústria brasileira de fabricantes de autopeças continuará enfrentando crescentes problemas logísticos em toda extensão da cadeia produtiva”, diz ele.

E prossegue: portanto, considerando que a evolução do processo produtivo em todo o setor automotivo – montadoras e fabricantes de autopeças – tem culminado com produções cada vez mais complexas, as atividades logísticas também deverão se preparar para propiciar maior visibilidade em todo o processo logístico e que contemple toda a cadeia produtiva, maior capacidade para dar respostas rápidas e efetivas às exigências e problemas que surgirem, programas de prevenção contra consequências oriundas da volatilidade e ruptura de suprimentos – seja por razões naturais, geopolíticas ou de processos de incerteza – , desenvolvimento de logísticas integradas, como forma de ganhar escala e reduzir custos, desenvolvimento e implantação de logística reversa para veículos, peças e componentes, tecnologias para imediata identificação e rastreamento de eventos, monitoramento de indicadores de desempenho em tempo real e mudança de cultura e condições para se arriscar mais, pois será preciso tomar decisões nem sempre comprovadas, mas urgentes.

Os outros participantes desta matéria especial também apontam as tendências no segmento. “De modo geral, a indústria de autopeças deverá abrir CDs em pontos estratégicos, diminuindo o prazo de entrega e ficando mais perto do ponto de venda”, aposta Souza, da Ativa Logística. Com ele concorda Falcão, da Ceva Logistics. Diz ele: “a logística de autopeças no Brasil tem se tornado cada vez mais complexa com o cenário de pulverização das plantas automotivas em diversas regiões do país. Este cenário leva a uma tendência de maior investimento em sistemas para coordenar e otimizar os fluxos logísticos, seja em operações de transporte ou armazenagem. Neste sentido, podemos citar como tendências a regionalização de armazéns para melhor o nível de serviço ao cliente final e a utilização de novos equipamentos e sistemas de roteirização para aumentar a eficiência no transporte”. Ou seja, uma das tendências é aprimorar as operações logísticas com a utilização de novas tecnologias, facilitando a comunicação full-time com os prestadores de serviço, também aponta Marchini, da Gefco Brasil.

Na visão de Lumare Júnior, da Braspress, os caminhões que atendem as demandas de fornecimento de autopeças para linhas de montagem estão sendo adaptados, na forma e no porte, para atender com mais rapidez e menor custo. As fábricas de autopeças escolhem transportadoras focando suas especialidades, e não mais por suas áreas de abrangência. “Hoje existem transportadoras especializadas em entregas diretas em linhas de montagem, as quais dispensam, por exemplo, embalagens, buscando adaptar-se em termos de prazo e de custo, pois este é um mercado extremamente concorrido.”

Por outro lado – ainda segundo o diretor comercial da Braspress –, as mesmas indústrias de autopeças, quando vendem para os mercados de reposição – concessionários e lojas de autopeças – focam necessidades de prazo conforme as sensibilidades de cada um desses canais e, até, por cliente. Com o crescimento da economia brasileira crescem as oportunidades, e o transporte e a logística tem respondido com criatividade e empreendedorismo.

Na visão de Silva e de Leiliane, da GTE Gomes Transportes, o segmento de autopeças vem a cada dia exigindo mais dos responsáveis por sua logística, onde já estamos em um ponto em que se os distribuidores, outrora, realizavam duas entregas ou mais por dia na cidade onde se localizavam, sejam por veículos próprios ou terceirizados, hoje eles exigem que seus prestadores logísticos entreguem duas vezes ao dia em regiões de até 150 km, e vêm aumentando a abrangência. “Há quatro anos, algumas transportadoras começaram a vender este serviço como diferencial, e os principais distribuidores aderiram pelo mesmo motivo. Hoje são várias transportadoras se adequando a este formato e todos os principais distribuidores também, já deixando de ser um diferencial e passando a ser um ponto necessário para a venda, onde os lojistas se beneficiam, diminuindo seu estoque, e mecânicos que dependem destes itens conseguem pegar um serviço na parte da manhã e entregar o veículo no mesmo dia. Claro que tudo isso gera impactos no setor de transporte e logística, onde o sistema tem que estar bem alinhado, os processos bem desenhados e, com o aumento da demanda, a tecnologia precisa acompanhar todo este processo”, avaliam os representantes da GTE Gomes Transportes.

Derouin, da ID Logistics, também acredita que as principais tendências envolvem a aplicação de tecnologia da informação para armazenagem e ressuprimento (kanban eletrônico) para garantir que a armazenagem e preparação sejam realizadas de forma rápida e com alto nível de confiabilidade para cumprimento dos prazos de abastecimento.

Outra visão de tendência é apresenta por Hudson, da JadLog. Para ele, a tendência é de crescimento para a logística e transportes de autopeças, mesmo com a queda na venda de veículos novos, pois o cenário propõe a manutenção/conservação dos carros usados e isso vai gerar movimentação de autopeças de reposição. “O segmento tem ainda no Brasil uma grande oportunidade de crescimento e ganho de market share e, por isso, demandará prestadores de serviços logísticos que conheçam seu negócio e conheçam as necessidades de seus clientes finais, podendo, assim, agregar valor a sua operação, reduzindo custos e prazos. Fazer mais com menos é a palavra de ordem para quem atua neste segmento”, completa Apolinário, da JAS do Brasil.

Por seu lado, Barreto, da Rodorei, entende que a gestão logística on-line e em tempo real traz um grande diferencial e produtividade a todos os recursos envolvidos no processo. Hoje não basta apenas disponibilizar o veículo, e sim controlar todos as etapas detalhadamente para sabermos onde estão os gargalos da operação, aposta ele.

Na visão da Santos Brasil, tem-se observado um grande empenho na terceirização dos serviços, exigindo que o mercado logístico se prepare com mão de obra adequada e infraestrutura capaz de suprir as necessidades específicas do setor, em virtude do crescimento das camadas sociais e, consequentemente, da demanda por veículos, e dos investimentos que estão sendo direcionados ao Brasil. Portanto, o treinamento da mão de obra para atividades logísticas é fundamental para atender à grande demanda de serviços dentro da cadeia de suprimentos. É importante, também, ainda de acordo com a Santos Brasil, o investimento em tecnologias e equipamentos modernos para absorver as exigências dos clientes. Com isso, a prestação do serviço de logística de "porto à porta" vem se tornando uma tendência.

“Cada vez menos as distribuidoras utilizam estoque, ou seja, mercadorias disponíveis para vendas são as que estão em suas prateleiras, assim o mercado exige cada vez mais do transportador uma entrega expressa o mais ágil possível. E como grande parte hoje de autopeças são importadas de grandes mercados internacionais, como a China, essas mercadorias já tiveram um prazo longo para chegarem ao território nacional pelo trajeto marítimo. Logo, para otimizar o seu tempo de recebimento é necessário que o transportador rodoviário entregue a carga em seu destino o mais breve possível”, avalia, agora, Érika, da Transeleri.

E Lemes, da Transportadora Sulista, finaliza: o segmento vem buscando transportar mais com menos. “A tendência é encontrar formas de viabilizar o transporte com o maior volume possível. Isto acontece apenas através de equipamentos diferenciados, feitos sob medida. O setor sempre toma a dianteira em termos de inovação e exigências e vem ao longo dos últimos anos se aprimorando. Muitas melhorias já foram implementadas e a cada dia os fornecedores desta indústria precisam se superar para atender às expectativas, que são altas.”

 

Publicado no Diário Oficial decreto da rastreabilidade de autopeças

Foi publicado no Diário Oficial da União de 13 de agosto último decreto que garante a rastreabilidade para as autopeças, ou seja, que define que haverá controle e aferição sobre o que é, de fato, componente fabricado no Brasil. O controle é necessário para que as montadoras possam se beneficiar de redução de 30 pontos percentuais de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na montagem de veículos no País, dentro do programa Inovar–Auto, que determina que pelo menos 60% das peças e partes dos carros sejam produzidas no Brasil.

Pela medida, que já entrou em vigor no mesmo dia da publicação, os fornecedores de insumos e ferramentarias (fabricantes de ferramental e moldes para a produção de peças) para as indústrias automobilísticas habilitadas no Inovar-Auto ficam obrigadas a informar aos compradores desses itens, nas operações de vendas, os valores e demais características dos produtos fornecidos, dentro das condições impostas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

 

Tabela 1Tabela 2Tabela 3Tabela 4
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