Produção de biodiesel cresce 17% no Ceará

24/02/2016

A produção cearense de biodiesel foi impactada muito positivamente ao longo do ano passado, quando 86 milhões de litros do combustível foram produzidos na usina de Quixadá, informou a Petrobras. O resultado representa um aumento de 17% em relação a 2014, quando somou o volume de 73 milhões de litros, reforçou a estatal.

A usina, que opera normalmente com 164 pessoas trabalhando (somando todos os turnos), tem um volume médio de produção de 7 milhões de litros ao mês, que atendem aos estados do Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Para este ano, a Petrobras Biocombustível afirma que tem como meta principal o aumento da confiabilidade e da eficiência operacional, visando a maior disponibilidade dos equipamentos e a redução dos custos de produção, de forma a aumentar a sua competitividade e as vendas da produção.

Mamona segue no limbo

Quando criou, em 2007, seu próprio programa de biodiesel, o Ceará tinha a esperança de que o mesmo decolasse junto com a produção de mamona do Estado, que seria a principal matéria-prima da usina de Quixadá, inaugurada em agosto de 2008.

Na época, o então presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, chegou a apontar a oleaginosa como solução para a situação financeira de muitos agricultores do sertão, que teriam um comprador certo para suas respectivas produções.

Com preços menos competitivos do que a soja e outras oleaginosas, a mamona, porém, foi caindo em desuso e, em 2013, já não era utilizada na usina de Quixadá – situação esta que se perpetua até o momento. Segundo a Petrobras, atualmente o equipamento utiliza como matéria-prima na unidade cearese é o sebo, a soja e o algodão.

“(A empresa) faz gestão de suprimentos e produz biodiesel buscando a matéria-prima disponível com melhor custo”, revela a estatal. Em nota, a Petrobras também afirma que adquire mamona da agricultura familiar para cumprir os requisitos do Selo Combustível Social. Em 2015, aliás, a Usina de Biodiesel de Quixadá utilizou 123.251 toneladas de matéria-prima, com um consumo médio mensal de 10.271 toneladas. Ainda no ano passado, os estados do Nordeste forneceram 43% da matéria-prima da usina.

Fabricação nacional

O crescimento da produção cearense de biodiesel foi quase igual ao resultado da média nacional, já que o Brasil produziu 4 milhões de metros cúbicos em 2015, ante 3,4 milhões de metros cúbicos de 2014, o que representa um salto de mais de 17,5%. No acumulado até outubro do último ano, a produção brasileira totalizou 3,3 milhões de metros cúbicos (m³), ante 2,8 milhões m³ em igual período do ano anterior.

Segundo a mais recente edição do Boletim dos Combustíveis Renováveis, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), a produção brasileira de biodiesel atingiu 355 mil metros cúbicos em outubro de 2015, 10% a mais em relação ao total produzido no mesmo período do ano anterior, que alcançou 322 mil metros cúbicos.

A capacidade instalada de biodiesel autorizada a operar comercialmente alcançou 7,3 milhões metros cúbicos por ano, em outubro de 2015. Desse total, 91% são referentes às empresas detentoras do selo “Combustível Social”. Desde o início do uso obrigatório de biodiesel (2008), a capacidade instalada de produção cresceu 103%.

Aptas a operar

Ainda em outubro do ano passado, 51 unidades estavam aptas a operar comercialmente. A capacidade média das usinas é 143 mil metros cúbicos por ano (398 metros cúbicos/dia). Dessas, 40 detinham o Selo Combustível Social e são basicamente aquelas que participam regularmente dos leilões de biodiesel.

A região Centro-Oeste liderou a produção de biodiesel no cenário nacional, em 2015 (dados até outubro), e registrou participação de 44,2%. Já a região Sul foi responsável por 36,9% do produto, seguida pelo Nordeste, que produziu 9,2% do óleo. As regiões Sudeste e Norte representaram, respectivamente, 6,8% e 2,9% da soma.

Matérias-primas

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo e Biocombustíveis (ANP), no acumulado até outubro de 2015, a produção do biodiesel contou com a participação de 76,9% de soja, 19,2% de gordura bovina e 1,7% foi proveniente do algodão, como matérias-primas.

Fonte: Diário do Nordeste

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