O preço dos combustíveis pesou mais no orçamento do brasileiro em 2025. Na comparação entre os preços médios nacionais de 2024 e 2025, todos os combustíveis apresentaram alta no valor médio pago por litro ao longo do ano. O movimento foi liderado pelo etanol hidratado, que registrou aumento de 11,0%, seguido pela gasolina comum (+5,2%) e pela gasolina aditivada (+5,1%). Também houve elevação nos preços do diesel S-10 (+2,8%), do diesel comum (+2,7%) e, de forma mais moderada, do GNV (+0,3%).
Os dados fazem parte do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que considera a média anual dos preços praticados no país. De acordo com a análise, o resultado aponta uma elevação generalizada do custo para abastecer, com impacto mais direto sobre os proprietários de veículos leves.
Para André Turquetto, CEO da Veloe, os números refletem uma pressão estrutural sobre os preços, especialmente do etanol. “Esse movimento reflete uma combinação de fatores econômicos, regulatórios e produtivos, além de dinâmicas próprias do mercado de energia, que impactam diretamente o orçamento das famílias e das empresas.”

Preço dos combustíveis em dezembro de 2025
Em dezembro de 2025, os preços médios nacionais por litro ficaram em R$ 6,279 para a gasolina comum, R$ 6,425 para a gasolina aditivada, R$ 4,473 para o etanol hidratado, R$ 4,650 para o GNV, R$ 6,122 para o diesel comum e R$ 6,179 para o diesel S-10. Na comparação com novembro, o etanol apresentou a maior variação mensal (+2,3%). Em seguida, diesel comum e gasolina comum tiveram alta de 0,3% cada. Já o diesel S-10 e a gasolina aditivada subiram 0,2%, enquanto o GNV recuou 1,0% nos postos.
Ao longo de 2025, considerando a variação entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, três combustíveis ficaram mais caros: etanol hidratado (+7,4%), gasolina comum (+1,0%) e gasolina aditivada (+0,9%). Em sentido oposto, GNV (-2,3%), diesel comum (-0,7%) e diesel S-10 (-0,6%) apresentaram queda nos preços médios nacionais.
Regionalmente, a gasolina comum encerrou dezembro com maior peso no Norte (R$ 6,693) e no Centro-Oeste (R$ 6,374). O etanol teve os maiores valores médios no Norte e no Nordeste. Já o diesel S-10, apesar da leve alta no último mês do ano, ficou mais barato no acumulado de 2025, influenciado pelos recuos observados no Nordeste e no Sul.
O levantamento também analisou o Indicador de Custo-Benefício Flex. Em dezembro de 2025, o preço médio do etanol correspondeu a 73,6% do valor da gasolina comum na média das UFs e a 74,0% nas capitais, acima do patamar de referência de 70%. Isso ampliou a vantagem econômica da gasolina na maior parte do país, embora estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo ainda apresentassem ligeira vantagem para o combustível renovável.
Além disso, o Indicador de Poder de Compra de Combustíveis mostrou que, no terceiro trimestre de 2025, abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum consumiu, em média, 5,9% da renda domiciliar, percentual inferior ao do mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o impacto permaneceu mais elevado no Nordeste (9,2%) e no Norte (7,9%), reforçando as desigualdades regionais.









