Porto do Açu e Governo de Goiás firmam parceria para explorar soluções logísticas e impulsionar a movimentação de cargas

03/09/2024

O Porto do Açu e o Governo de Goiás assinaram, na última semana, um Protocolo de Intenções para desenvolver pesquisas estratégicas que possibilitem a melhoria da eficiência da movimentação de cargas oriundas e/ou destinadas ao Estado de Goiás. O documento foi assinado por Ronaldo Caiado, Governador de Goiás, e Rogério Zampronha, CEO da Prumo, holding que desenvolve o Porto do Açu. 

O objetivo do acordo é viabilizar a troca de informações e desenvolver pesquisas estratégicas que possibilitem a melhoria da eficiência da movimentação de cargas entre o Estado e o Porto do Açu, identificando as melhores soluções logísticas e de infraestrutura para sua integração, além da avaliação de sinergias em energias renováveis e soluções logísticas de armazenamento e escoamento de produtos.

Assinatura do Protocolo de Intenções –  Ronaldo Caiado, Governador de Goiás e Rogério Zampronha, CEO da Prumo, holding que desenvolve o Porto do Açu

“O Porto do Açu tem condições de oferecer soluções customizadas e eficientes para apoiar o forte crescimento do agronegócio e da indústria goiana. Temos uma infraestrutura de classe mundial para viabilizar o escoamento dos diversos tipos de cargas vindos do estado e queremos contribuir para reduzir custos e ampliar a competitividade dos produtos goianos”, afirma Rogério Zampronha.

O Açu já movimenta milho, soja, carvão (essencial para níquel) e concentrado de cobre produzidos em Goiás. O porto também tem potencial para atender ao mercado de combustíveis e derivados, com a movimentação e tancagem de metanol, etanol, glicerina e biodiesel, entre outros.

Além disso, em julho deste ano, foi inaugurada uma nova área de armazenagem – dois novos galpões com capacidade de estocagem de 70 mil toneladas, com foco em soja e milho, para a oferta de mais serviços no Terminal Multicargas (T-MULT), que já conta com três armazéns cobertos. Na ocasião, foram anunciados também investimentos destinados a uma fábrica misturadora de fertilizantes, com capacidade produtiva de 850 mil toneladas anuais, cujas obras começam ainda em 2024.

“São investimentos para aprimorar a estocagem da produção agrícola em Goiás. Os dois novos galpões complementam a estrutura de atendimento para a oferta de mais serviços no T-MULT. Por ser um porto sem filas, o Açu oferece uma plataforma completa para o setor produtivo goiano, provendo capacidade para reduzir os custos de demurrage do agronegócio e equilibrar o sistema portuário brasileiro”, explica João Braz, Diretor de Terminais e Logística do Porto do Açu, que durante o evento também participou em dois painéis, nos dias 28 e 29 de agosto, e destacou os diferenciais do empreendimento portuário no país, sobretudo para resolver gargalos logísticos. 

Crescimento do T-MULT

Em 2023, o T-MULT movimentou 2,1 milhões de toneladas, o que representou incremento de 33% em relação ao mesmo período em 2022. No último ano, foram adicionadas novas cargas ao portfólio, incluindo briquetes de minério de ferro, soja, milho para exportação, além de sal recebido por cabotagem. O T-MULT conquistou, ainda, sete novos clientes, totalizando 55 no portfólio. 

O terminal opera há oito anos, movimentando granéis sólidos e carga de projeto e teve uma alavancagem (ramp-up) de 43% ao ano (conforme CAGR – taxa composta de crescimento anual). O terminal obteve crescimento de operações de exportação, importação e cabotagem, dobrando suas operações em apenas dois anos. Com o equilíbrio entre cargas de importação e exportação, o terminal também oferece soluções competitivas focadas na necessidade dos clientes.

Até o fim de 2024, a área de cais operacional do T-MULT contará com 500 metros, com calado de 13,1 metros, e um segundo berço para operar dois navios simultaneamente. A capacidade de movimentação do terminal alcançará 2,7 milhões de toneladas ao ano. Considerando também a expansão da área de armazenagem, será possível duplicar essa capacidade de movimentação ao longo dos próximos anos, chegando a5 milhões de toneladas.

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