Porto de Santos atinge em 2016 seu terceiro maior movimento anual

26/01/2017

O Porto de Santos atingiu em 2016 um total de 113,815 milhões de toneladas de cargas. Esse foi o terceiro maior movimento da história do complexo portuário, apesar da redução de 5,1% verificada em relação a 2015 (119,931 milhões t). O diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva, comenta que “esse volume, apesar de representar uma redução na comparação com o apurado em 2015, devido, principalmente, à expressiva queda nos embarques de milho, foi concretizado num cenário econômico global adverso, mostrando o bom desempenho do Porto de Santos, inclusive, em situações adversas”.

Outro fator determinante para esse resultados, apontado pelo diretor de Relações com o Mercado e Comunidade, Cleveland Lofrano, foi a diminuição nas operações com cargas conteinerizadas naquele ano, afetadas por fatores conjunturais, como a valorização do Real, que afetou a competitividade das exportações brasileiras de maior valor agregado, em um cenário global de demanda ainda reprimida.

As exportações somaram 81,423 milhões t, 7,0% abaixo do mesmo período do ano passado (87,565 milhões t), e as importações atingiram 32,391 milhões t, 0,1% acima das descargas verificadas em 2015 (32,366 milhões t).

O destaque na movimentação ficou com o açúcar, cujos embarques totalizaram 20,255 milhões t, 11,4% a mais do que no ano passado (18,185 milhões t), seguido pelo complexo soja, com 19,125 milhões t, 7,6% a mais do que no último período (17,772 milhões t). Desse total, 14,560 milhões t são de soja em grãos e 4,565 milhões t de farelo de soja, que apresentaram, respectivamente, aumento de 10,7% e redução de 1,2% se comparados a 2015. “Os embarques de açúcar e soja em grãos contribuíram para amenizar a queda na movimentação, favorecidos por uma boa safra e preços internacionais em recuperação”, comenta Lofrano.

O milho, a terceira carga mais movimentada (7,943 milhões t), apresentou uma queda de 49,7% diante dos 15,786 milhões t embarcados no ano passado, caracterizando-se como o principal fator para a redução no movimento anual. A celulose somou 3,087 milhões t, ficando 9,5% abaixo do movimento do último ano (3,411 milhões t).

Ainda no fluxo de exportação, aparecem o álcool, com 1,129 milhão t e o café em grãos, com 1,350 milhão t.

No fluxo de importação destacam-se o adubo, com 3,549 milhões t, um aumento de 47,4% sobre o movimento do ano passado (2,408 milhões t), e o enxofre, com 1,732 milhão t, queda de 12,2% sobre o volume registrado em 2015 (1,972 milhão t).

A carga conteinerizada somou 3,564 milhões teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), ficando 5,7% abaixo do total verificado no ano passado (3,779 milhões teu).

O fluxo de embarcações somou 4.723 atracações, 8,2% abaixo do registrado em 2015 (5.144).

Balança Comercial – O Porto de Santos respondeu por 28,5% (US$ 92,108 bilhões) do fluxo de comércio brasileiro, que atingiu US$ 322,787 bilhões. Os embarques pelo complexo santista somaram US$ 51,643 bilhões, 27,9% do total Brasil (US$ 185,235 bilhões), e as descargas US$ 40,464 bilhões, 29,4% do que importou o Brasil (US$ 137,552 bilhões). Essa foi a maior participação anual do complexo portuário santista na movimentação das trocas comerciais brasileiras (em valor) em toda a sua história. O recorde anterior foi de 27,3% registrado em 2015. A movimentação do porto santista superou a soma das participações dos sete portos que ocupam da 2ª a 7ª colocação no ranking das trocas comerciais brasileiras.

Os três principais destinos das exportações brasileiras foram a China (14,1%), os Estados Unidos (11,8%) e a Argentina (5,9%). As três principais origens das importações foram a China (20,4%), Estados Unidos (17,3%) e Alemanha (10,1%).

Destacam-se entre as cargas de exportação o açúcar, com 12,2% do total (Índia, China e Argélia); a soja, com 10,2% (China, Tailândia e Taiwan); e o café, com 8,0% (EUA, Alemanha e Japão). Na importação aparecem o gasóleo, com 2,12% (EUA, Suiça e Holanda); caixas de marchas, com 1,37% (Japão, Indonésia e Coreia do Sul); e inseticidas, com 1,30% (EUA, Bélgica e China).

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