Nova locomotiva brasileira da GE passa a contar com Finame

28/05/2015

A locomotiva Evolution ES43BBi, projetada pela GE Transportation para atender às especificidades das ferrovias nacionais, já pode ser adquirida por meio do Finame, linha de crédito do BNDES que prevê taxas de financiamento mais atrativas de acordo com o índice de nacionalização da máquina ou equipamento. Atualmente, o modelo apresenta nível de nacionalização superior a 40%. De acordo com o Plano de Nacionalização Progressiva (PNP) acordado pela GE com o banco de fomento, a máquina deverá atingir índice superior a 60% até dezembro de 2017.

“A inclusão da Evolution ES43BBi no Finame representa um marco para a GE e para a indústria ferroviária como um todo, visto que este modelo deve preencher um gap importante no mercado ferroviário nacional”, comenta Rogério Mendonça, presidente e CEO da GE Transportation para a América Latina. A nova locomotiva foi projetada por engenheiros brasileiros considerando as características únicas das ferrovias de bitola métrica do país, que hoje representam 80% da malha ferroviária nacional.

O projeto de nacionalização da máquina está dividido em três frentes principais: integração dos times de engenharia e projetos de diferentes países para atuarem em parceria com o time da GE Transportation no Brasil; atração de fornecedores locais e globais para atuarem em parceria com a empresa na composição do novo modelo de locomotiva; e atração e qualificação de mão de obra local para atuar na linha de montagem do novo modelo na fábrica da companhia em Contagem (MG).

Ao todo, mais de 120 profissionais da GE Transportation no Brasil, Estados Unidos, Rússia e Índia estão envolvidos no projeto de nacionalização da Evolution ES43BBi. Paralelamente, segundo estimativa da fabricante, de 10 a 15 novos fornecedores, entre empresas nacionais e globais, devem se juntar à cadeia de suprimentos da GE visando atender ao cronograma de nacionalização do novo modelo de locomotiva.

“O projeto de nacionalização da Evolution ES43BBi segue um formato diferente dos demais projetos que realizamos nos últimos anos”, explica João Luiz Rezende, gerente de Projetos da GE Transportation, comparando o processo atual com o de nacionalização dos modelos Dash 9 e AC44. “Estamos iniciando o projeto atual do zero, o que significa que estamos integrando diferentes tecnologias e diversificando nossa lista de fornecedores a fim de atender às especificidades do planejamento estabelecido e, paralelamente, entregar ao mercado um modelo inovador e com grandes diferenciais tecnológicos”, complementa.

Para expandir sua cadeia de suprimentos, a GE tem buscado parcerias com alguns de seus fornecedores globais, porém ainda sem atuação no mercado ferroviário brasileiro, e com empresas nacionais com atuação em outros segmentos, como mineração e petróleo e gás. Para essas empresas, a entrada no mercado ferroviário garante estabilidade e competitividade para o caso de haver flutuações ou incertezas em seus mercados primários, pontua Rezende.

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