A MRS Logística anunciou os resultados 2025, destacando crescimento operacional e financeiro, com recordes históricos em volume transportado, geração de caixa e lucro. Ao longo do período, a companhia atingiu 213,0 milhões de toneladas transportadas, um avanço de 5,2% em relação a 2024, consolidando o maior volume já registrado em sua história.
Além disso, a empresa reportou EBITDA de R$ 4,0 bilhões, alta de 11,6% frente ao ano anterior, com margem de 52,4%. O lucro líquido somou R$ 1,6 bilhão, crescimento de 9,9%, enquanto a receita operacional líquida alcançou R$ 7,6 bilhões, representando aumento de 8,0%. Segundo a companhia, o desempenho reflete gestão operacional, recomposição tarifária e expansão dos volumes transportados.
No campo dos investimentos, a MRS destinou R$ 3,4 bilhões em 2025, alta de 18,7% sobre 2024. Os recursos foram aplicados na modernização da malha ferroviária, ampliação de pátios, projetos de mobilidade urbana e melhorias em infraestrutura. Ao mesmo tempo, a alavancagem permaneceu controlada, com índice Dívida Líquida/EBITDA de 1,4x.

Desempenho operacional
No segmento de mineração, a companhia alcançou 130,5 milhões de toneladas transportadas, crescimento de 5,4%, com destaque para o minério de ferro, cuja exportação avançou 6,7%. Já a carga geral totalizou 82,2 milhões de toneladas, alta de 4,8% em relação ao ano anterior.
Entre os produtos agrícolas, houve crescimento de 5,8%, impulsionado principalmente pela soja, que registrou aumento de 35,8% no volume transportado. O segmento de celulose também apresentou avanço relevante, com alta de 22,2%.
Em termos de eficiência energética, os indicadores de consumo apresentaram melhora. No transporte heavy haul, o índice atingiu 2,068 L/kTKB, enquanto em carga geral foi de 3,482 L/kTKB, com reduções de 1,76% e 4,10%, respectivamente, na comparação anual.
Sustentabilidade e eficiência energética no transporte ferroviário
A MRS Logística também reportou avanços na agenda de sustentabilidade. Mesmo com aumento do volume transportado, a companhia reduziu em 3,4% a intensidade de emissões, apoiada por ações de eficiência energética, que resultaram em economia estimada de 3,6 milhões de litros de combustível.
Além disso, a empresa registrou 29,2% de mulheres em cargos de liderança, manteve a taxa de acidentes abaixo de 1,0 e não contabilizou fatalidades no período. No âmbito ambiental, manteve a nota B no Carbon Disclosure Project (CDP) para Mudanças Climáticas e melhorou a avaliação em Segurança Hídrica.
No avanço da infraestrutura, a companhia adquiriu 15 locomotivas ES-44 e 274 vagões HTT, além de concluir 99 empreendimentos previstos no ciclo contratual A+3 da renovação da concessão. Entre os projetos, destacam-se ampliações de pátios e intervenções em mobilidade urbana.
Outro destaque foi a implementação do projeto MRS Hidrovias, voltado à integração multimodal entre São Simão (GO) e Pederneiras (SP), conectando transporte hidroviário e ferroviário para otimizar o escoamento de cargas.
No campo regulatório, a homologação da solução consensual pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio do Acórdão 2186/2025, trouxe maior segurança jurídica ao contrato de concessão da Malha Sudeste. O acordo prevê o pagamento de R$ 2,8 bilhões ao longo de dez anos, além de ajustes operacionais definidos no 6º Termo Aditivo.
A MRS Logística administra uma malha ferroviária de 1.643 km nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, conectando regiões produtoras a importantes polos industriais e portos do Sudeste. Atualmente, cerca de 20% das exportações brasileiras passam por sua malha, assim como aproximadamente um terço da carga transportada por trens no país.








