Mercedes-Benz recebe Geraldo Alckmin e reforça adesão ao Move Brasil para renovação de frota

A Mercedes-Benz do Brasil recebeu a visita do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para destacar o compromisso da empresa com o programa Move Brasil, voltado à renovação da frota de caminhões no País.

O encontro foi realizado no dia 28 de fevereiro último, no concessionário De Nigris, no bairro do Limão, em São Paulo, SP, com a parceria do Banco Mercedes-Benz.

Durante o evento, a montadora anunciou que mais de 400 caminhões da marca já foram contratados via Move Brasil, por intermédio do Banco Mercedes-Benz, com financiamento do BNDES. Outros negócios seguem em andamento.

Segundo Luiz Carlos Moraes, diretor de Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da empresa, o objetivo do encontro foi dar visibilidade aos resultados do programa e reforçar sua importância para o transporte brasileiro. A iniciativa atende grandes frotistas, pequenas e médias transportadoras e caminhoneiros autônomos.

Renovação de frota e financiamento

De acordo com Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, mais de 300 mil caminhões em circulação no País têm mais de 20 anos de uso, o que evidencia a necessidade de renovação da frota.

Ele destaca que o Move Brasil oferece condições de financiamento mais acessíveis, fator decisivo para impulsionar as vendas e modernizar a frota. “Na Mercedes-Benz, já estamos sentindo os resultados promissores do programa”, afirma.

Entre os clientes presentes no evento estavam TF Transportes, Guedes Amorim, Audilene Mendes de Araújo Silva e Just Log, que atuam em segmentos como logística, transporte rodoviário de cargas refrigeradas e mineração, e adquiriram veículos da marca por meio do programa.

Portfólio completo e impacto no mercado

O Move Brasil pode ser utilizado para financiar qualquer veículo da marca, que conta com as famílias Accelo, Atego, Axor, Actros e Arocs. A empresa destaca que participa ativamente do programa por meio de sua rede com mais de 180 pontos de vendas no País.

Segundo Ferrarez, a iniciativa pode contribuir para a retomada das vendas de caminhões, especialmente no segmento de extrapesados, que registrou queda acumulada de 20% no ano anterior.

Além do estímulo à indústria e à cadeia produtiva, a renovação da frota traz ganhos ambientais e de segurança. Os modelos comercializados são equipados com tecnologia BlueTec 6, compatíveis com o Proconve P8 (Euro 6), que reduzem emissões de poluentes, melhoram a eficiência energética e elevam os padrões de segurança nas estradas e nas cidades.

Para a Mercedes-Benz, o Move Brasil tem potencial para estruturar o mercado no médio prazo, criando condições mais previsíveis para investimentos e modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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