A IVECO realizou, em 23 de janeiro de 2026, na concessionária IVECO Rodonaves, em Ribeirão Preto (SP), a primeira entrega simbólica de caminhões do Programa Move Brasil, iniciativa do Governo Federal voltada à renovação da frota de veículos comerciais no país. A cerimônia contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além do presidente da IVECO para a América Latina, Marcio Querichelli, autoridades, clientes, executivos da montadora e parceiros.
O evento marcou a transição da política pública para a aplicação prática do programa, levando o benefício diretamente aos transportadores. Dessa forma, demonstrou como as novas linhas de financiamento chegam à concessionária e se convertem em caminhões novos em operação nas estradas brasileiras.

“Essa é uma entrega simbólica, mas com um significado amplo para o transporte rodoviário brasileiro, para a indústria e para a sociedade. O momento demonstra como uma iniciativa bem estruturada sai do papel, chega ao cliente e se materializa em investimento produtivo e renovação de frota. Neste primeiro movimento, já são quase 300 clientes por meio do Programa, movimentando cerca de R$ 200 milhões em operações”, afirma Marcio Querichelli.
O transporte rodoviário segue como a principal base da logística nacional, porém enfrenta desafios estruturais, como a alta taxa de juros, a retração nas vendas de caminhões e o envelhecimento acelerado da frota. Segundo estudo do Sindipeças, o Brasil possui cerca de 2 milhões de caminhões em circulação. Dados de 2024 indicam que veículos com mais de 20 anos representam aproximadamente 13% da frota, enquanto aqueles com mais de 16 anos somam cerca de 32%.
Esse cenário afeta diretamente a competitividade logística, a segurança viária, o meio ambiente, os custos operacionais e a geração de empregos. Em contrapartida, a renovação da frota contribui para menor consumo de combustível, redução de emissões, diminuição de falhas mecânicas e maior eficiência no transporte de cargas.
“O Programa é extremamente relevante porque estamos falando de quem transporta o Brasil. Esses verdadeiros heróis das estradas e das cidades precisam de um olhar especial para que possam renovar sua frota ou adquirir um caminhão novo, com mais tecnologia, mais produtividade e mais segurança”, finaliza Querichelli.
Todos os modelos da IVECO, dos leves aos pesados, estão contemplados no Programa Move Brasil, permitindo o acesso de diferentes perfis de transportadores, do autônomo ao frotista. Com o apoio da IVECO Capital, a montadora oferece soluções financeiras alinhadas às necessidades do setor, associadas a ganhos de eficiência, produtividade e sustentabilidade.
Além disso, a empresa destacou avanços complementares na agenda de descarbonização, como o Fundo Clima do BNDES, que viabiliza a aquisição de caminhões movidos a biometano. O S-Way NG, produzido no Brasil e movido a gás natural e biometano, está entre os modelos elegíveis.
IVECO Capital e acesso ao Programa Move Brasil
O Programa de Renovação de Frota do BNDES, vigente até 25 de maio, conta com um aporte total de R$ 10 bilhões e estimula a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos. A iniciativa prevê ganhos em eficiência logística, segurança viária e redução de emissões, ao envolver diversos agentes do setor.
Nesse contexto, a IVECO Capital, braço financeiro do Iveco Group, atua na estruturação do acesso às condições diferenciadas do programa. A linha permite o financiamento de até 100% do valor do veículo, com prazos de até 60 meses, carência de três meses e taxas a partir de 0,99% ao mês para pessoas físicas e 1,05% ao mês para pessoas jurídicas, respeitando critérios fiscais, ambientais e de emissões do PROCONVE.
Entre os modelos elegíveis estão caminhões das linhas Daily, Tector e S-Way, com destaque para os Daily Hi-Matic 35-180, Daily 35-160 e Daily Furgão 30-160, únicos no segmento de leves a atender aos critérios do programa. A operação financeira é conduzida pelo Banco CNH, envolvendo desde a orientação sobre elegibilidade até a liberação dos recursos, condicionada à análise de crédito e à dotação orçamentária disponível.








