Iveco Group impulsiona educação técnica e aproxima estudantes da indústria em Sete Lagoas

O Iveco Group demonstra compromisso social e educacional com projetos que aproximam jovens do setor automotivo e despertam o interesse por carreiras na indústria. As iniciativas, realizadas no complexo industrial do grupo em Sete Lagoas (MG), permitem que estudantes vivenciem experiências práticas e recebam capacitação técnica em um ambiente industrial de alto nível.

Um dos destaques é o Projeto Sombra, da IVECO, que oferece a alunos de escolas públicas a oportunidade de acompanhar a rotina de engenheiros no Centro de Desenvolvimento de Produtos (CDP), o único fora da Europa. A última edição levou estudantes da Escola Estadual Ápio Solon Cardoso para uma imersão completa, incluindo visitas às áreas de funilaria, pintura, montagem e ao campo de provas dos veículos.

Iveco Group impulsiona educação técnica e aproxima estudantes da indústria em Sete Lagoas

“Ver e sentir, no olhar de cada jovem, a importância de estar aqui é verdadeiramente emocionante”, ressalta Eduardo Oliveira, diretor de Engenharia da IVECO para a América Latina, destacando que cerca de 100 estudantes já participaram do projeto.

Os alunos puderam entender como funcionam os testes rigorosos realizados em caminhões, ônibus e veículos de defesa das marcas IVECO, IVECO BUS e IDV, além de receberem orientações sobre carreira em encontros com gestores como Alisson Carvalho, gerente de Desenvolvimento de Produto da IVECO BUS.

Outro projeto transformador é o Programa Educar FPT, promovido pela FPT Industrial. Mensalmente, alunos da Escola Técnica Municipal de Sete Lagoas participam de aulas práticas no Centro de Treinamento Técnico da fábrica, aprendendo sobre tecnologias de motores com especialistas da marca. Em 2025, 16 estudantes integram o programa, incluindo sete mulheres, reforçando a diversidade.

Após a edição anterior, 83% dos participantes passaram a considerar seguir carreira em engenharia. “O Educar FPT vai além da capacitação técnica, é uma porta de entrada para que esses estudantes descubram seu potencial e encontrem novas possibilidades de carreira”, afirma Bárbara Loureiro, gerente de Marketing e Comunicações da FPT Industrial para América Latina.

Fernanda França Gonçalves, professora da Escola Estadual Técnica Ápio, também destacou o impacto positivo do Projeto Sombra: “Os alunos retornaram inspirados, motivados e com memórias que certamente carregarão por toda a vida.”

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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