Investidores estrangeiros usam startup brasileira para buscar ativos na América Latina

13/12/2018

Com o fim das incertezas eleitorais e uma possível retomada da economia, investidores estrangeiros começaram a olhar novamente para o Brasil. Segundo a BEX( Brazilian Equities Exchange) vários investidores e grupos empresariais estrangeiros já sinalizaram uma possível entrada no mercado Brasileiro em 2019. A Plataforma é utilizada como uma Ferramenta para Fundos e Investidores encontrarem ativos disponíveis na América Latina. Só em Novembro a plataforma registrou um aumento de 13% em sua base de investidores cadastrados.

A plataforma BEX
Com apenas 7 anos de existência, a BEX (Brazilian Equities Exchange) já revolucionou o mercado de M&A brasileiro. Passando por uma fusão com a Equity Brazil Capital, e tendo como principal sócio o fundo BR Brazilian Investors do Investidor Israel Lucas Góis, a empresa já é considerada a maior plataforma de M&A da América Latina, contando com mais de US$ 90 bilhões em ativos e projetos listados na Plataforma.

O crescimento exponencial da plataforma nos últimos anos pode ser explicado pelo caráter revolucionário da BEX, que facilita o contato entre o capital estrangeiro e as empresas nacionais. Muitos investidores têm dificuldade em encontrar bom ativos, empresas preparadas para receber investimentos.

Através da plataforma, Fundos e Investidores conseguem encontram vários ativos disponíveis na América Latina, já que a BEX conta com mais de 2,400 advisors de M&A como membros associados.

Além disso, a estrutura da plataforma reduz o risco operacional do investidor, que é relativamente alto, principalmente para investidores estrangeiros. A situação é ainda mais grave quando o país em questão passa por crises de credibilidade, como é o caso do Brasil depois dos escândalos de corrupção revelados pela operação Lava Jato.

O investimento no Brasil

De fato, as perspectivas do investimento para o período de 2018-2021, emitidas pelo BNDES, apontam as incertezas e instabilidades da economia brasileira como um importante obstáculo a ser vencido para permitir uma prevista melhora no investimento.
“(…) O cenário atual é de aumento dos investimentos ao longo dos próximos anos. Contudo, há fatores que fazem com que, no atual momento, esse crescimento ainda seja modesto. Para sua aceleração, é necessário, em primeiro lugar, que o país mantenha um crescimento estável nos próximos anos, que aumente a utilização da capacidade produtiva dos setores, levando a um maior equilíbrio entre a oferta e a demanda da economia. Em segundo lugar, que haja uma diminuição das incertezas institucional e jurídica em setores da infraestrutura.” – é o que informa o relatório do banco.

O segredo: auxilio a investidores estrangeiros
Neste contexto, a mediação de boutiques de M&A nacionais, em especial por meio da plataforma BEX, reduz consideravelmente o receio de investidores estrangeiros, que preferem entrar no mercado nacional com o auxílio de boutiques que já conheçam a realidade brasileira.

O sucesso da BEX pode ser explicado também por ser a primeira empresa a dar-se conta da necessidade de auxiliar a investidores que querem entrar no mercado nacional. “O mercado de M&A no Brasil tem passado por grandes dificuldades, Infelizmente no mercado Brasileiro varias boutiques de M&A não conseguem finalizar suas operações. Nossa plataforma tem sido utilizada como uma ferramenta por Boutiques de M&A, empresários e principalmente por fundos de investidores estrangeiros que estão em buscas de bons ativos na América Latina,” afirmou André Carvalho, sócio da BEX.

O aquecimento da economia
Por outro lado, ainda que a instabilidade político-econômica brasileira tenha dificultado o investimento externo, dados apresentados pela PwC Brasil mostram que o mercado de M&A está em pleno aquecimento. O estudo aponta que até o encerramento do mês de outubro 2018 foram anunciadas 538 atividades de Fusões e Aquisições (M&A), representando um crescimento de 4% comparado ao volume acumulado até o mesmo mês em 2017 (517 transações).

Dentre as 197 transações envolvendo capital estrangeiro no período até outubro de 2018, 33% foram efetuadas por investidores norte-americanos, seguidos de 7% por capital francês, e 6% por canadense. Em outubro a private equity norte-americana H.I.G. Capital realizou a aquisição da brasileira Tecfil, fabricante de filtros automotivos, sem valores anunciados, e o grupo francês Vicat, fabricante de cimento, concreto e agregados, realizou a aquisição de 65% da cimenteira Ciplan, sediada no Distrito Federal, pelo valor de USD 333,4 milhões.

O crescimento da BEX pode ser ainda maior nos próximos meses, devido ao aquecimento da economia experimentado desde as últimas eleições. O panorama econômico brasileiro promete ser mais aberto ao capital exterior com as políticas econômicas mais liberais do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. A mudança causará a entrada de novos investidores estrangeiros, que poderão optar por um investimento com menos riscos, acudindo à mediação da plataforma.

O investimento norte-americano
No caso dos investidores norte-americanos, que já representaram 33% do investimento estrangeiro em 2018, as boas relações entre os países poderão levar a um crescimento considerável no volume de seus investimentos no Brasil. De fato, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ex-embaixador americano, Thomas Shannon, afirmou que o Brasil e os EUA precisam focar em investimento e acesso ao mercado, área onde pode haver progresso devido à afinidade entre os presidentes dos dois países.

Também neste contexto a plataforma BEX promete crescimento, já que a sua principal representação está localizada em Nova York. Com isso a BEX aumenta seu poder de atuação no mercado Norte-americano.

A relativa facilidade que a plataforma proporciona ao investidor estrangeiro faz com que este consiga aplicar os seus ativos com muito mais rapidez e flexibilidade, acelerando tanto o mercado de capitais como o de Private Equity e Venture Capital.

De fato, a combinação das novas políticas econômicas brasileiras com o fortalecimento de uma plataforma de M&A nacional criou um ambiente que anima o investimento exterior, cujos resultados estarão patentes nos próximos meses.

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