IBG aposta em frota própria na distribuição de gases

19/03/2020

Única fabricante de gases medicinais e industriais com capital 100% nacional, a IBG – Indústria Brasileira de Gases adotou desde o início de suas atividades, em 1992, a distribuição de gases medicinais e industriais por meio de uma frota própria. Mais do que assegurar um maior controle dos custos, a decisão da companhia permite alocar esforços e recursos para a excelência dos processos logísticos e a modernização dos veículos.

Essa política permitiu que a indústria expandisse em dois dígitos os investimentos na área no ano passado. Atualmente, a IBG dispõe de 90 veículos, especialmente caminhões toco com cilindros de alta pressão e caminhões trucados, para atender à demanda por insumos como CO2, nitrogênio e oxigênio. A frota está distribuída pelas fábricas de Jundiaí e Descalvado, no interior paulista; e de Forquilhinha, em Santa Catarina.

“A operação com profissionais diretos facilita a estipulação de metas para o consumo dos veículos, além de garantir previsibilidade nas despesas com manutenção corretiva e evitar acidentes”, destaca Newton de Oliveira, presidente da empresa. Para o executivo, uma eventual opção pela terceirização exigiria um grande aporte de capital na compra de novos caminhões e na formação de equipes de manutenção. Anualmente, a IBG realiza cursos de reciclagem para seus funcionários.

“Os motoristas, principalmente quando distribuem gases liquefeitos, atuam também como operadores dos equipamentos para a descarga de produtos. É uma função que demanda pessoal especializado e tempo de treinamento, que gira em torno de seis meses. Recorrer à frota externa tornaria essa tarefa muito mais custosa e desafiadora”, compara.

A renovação dos caminhões também é facilitada por esse modelo, já que não está atrelada a contratos com duração estipulada. “No momento em que indicadores revelam que um veículo começa a apresentar um gasto mais elevado com manutenção, podemos agilizar a tomada de decisões”, avalia Oliveira. A companhia também ganha autonomia na composição da frota. “Nas rotas ponto a ponto, preconizamos a aquisição de caminhões com maior capacidade, aproveitando a viagem para atender os clientes e também suprir as filiais, o que diminui o custo do metro cúbico transportado por quilômetro percorrido”, exemplifica.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
UpFlux aponta compras corporativas como grande oportunidade para gerar retorno financeiro com IA
Manaus sediará encontro nacional sobre descarbonização portuária em novembro
FedEx abre vagas para Operador de Serviço Logístico em Serra (ES), Cajamar (SP) e Extrema (MG)
Brasil deve ultrapassar R$ 108 bilhões em investimentos em hidrogênio verde até 2029
Avanço dos carros elétricos amplia pressão por minerais essenciais à produção de alimentos
Gestão de Fretes: Ciência e Resiliência — O novo e-book de Adriana Bueno

As mais lidas

01

FedEx abre vagas para Operador de Serviço Logístico em Serra (ES), Cajamar (SP) e Extrema (MG)

02

Brasil deve ultrapassar R$ 108 bilhões em investimentos em hidrogênio verde até 2029

03

Manaus sediará encontro nacional sobre descarbonização portuária em novembro