Gerdau, Vamos e Volkswagen Caminhões e Ônibus se unem em aliança inédita para renovação da frota nacional

25/08/2023

A Gerdau, Vamos (Concessionárias Transrio e Tietê) e a Volkswagen Caminhões e Ônibus se uniram em um programa para a renovação da frota nacional que inclui a retirada de 140 caminhões com mais de 20 anos das estradas brasileiras.

A aliança foi anunciada em evento na unidade de produção de aço da Gerdau em Araçariguama, SP, realizado no dia 22 de agosto último, que contou com a presença do vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, outros representantes do Governo, além de executivos, empresários e imprensa.

Com o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida e rentabilidade aos motoristas autônomos, elevar a produtividade do sistema logístico brasileiro, contribuir com a economia e com um futuro mais sustentável, as três companhias desenvolveram medidas inéditas para a construção de um ciclo completo de renovação de ativos, tendo como premissa a responsabilidade socioambiental com benefícios em todos os elos da cadeia de valor. 

A Vamos, uma empresa da Simpar, considerada líder nacional em locação e venda de caminhões, máquinas e equipamentos, com ampla rede de concessionárias de veículos novos e seminovos, adquiriu 140 caminhões com mais de 20 anos de fabricação – o mais velho com 53 anos – e que eram de propriedade de motoristas autônomos. Essa aquisição tem como principais benefícios:

– Proporcionar liquidez financeira aos antigos proprietários, que poderão se beneficiar, indiretamente, do programa do governo usando o valor recebido como entrada na compra de um veículo seminovo ou mesmo utilizá-lo em projetos pessoais;

– Colaborar com a empregabilidade e rentabilidade dos motoristas autônomos;

– Promover mais saúde e qualidade de vida para os profissionais do volante;

– Reduzir a emissão de partículas poluentes em razão da correta destinação de caminhões antigos para reciclagem;

– Diminuir acidentes e reduzir trânsito e congestionamentos, sobretudo decorrentes de quebra e mais necessidade de manutenção dos veículos antigos;

– Contribuir com a produtividade da economia e benefícios para sociedade, com ênfase para os consumidores (mais qualidade dos produtos com melhor preço);

– Ter como consequência a redução do número de doenças respiratórias e cardiovasculares diminuindo o custo social e econômico para o sistema de saúde público.

“Essa ação está alinhada ao nosso propósito de, com nosso ecossistema de negócios, contribuir com a renovação da frota brasileira”, destaca Gustavo Couto, CEO da Vamos.“Com a predominância do transporte rodoviário, a modernização e a redução da idade dos caminhões em circulação no Brasil é essencial para melhorar a eficiência logística e produtividade do setor e, tão importante quanto isso, é promover benefícios para a economia, saúde, segurança e meio ambiente”, completa o executivo da Vamos.

Foram investidos mais de R$ 5,6 milhões nas aquisições, sendo que a Vamos realizou a prospecção de caminhões em locais onde se concentram esse tipo de veículo, como os portos em Santos, SP, e no Rio de Janeiro, RJ. Após a desmobilização, a Vamosencaminhará os veículos adquiridos àGerdau, maior recicladora de sucata ferrosa da América Latina, que será responsável por transformá-los em matéria-prima para a produção de aço 100% reciclável e com uma baixa pegada de carbono. Com isso, se encerra o ciclo de vida do caminhão em linha com a Economia Circular, conceito que consiste na criação de soluções colaborativas para incentivar a reciclagem e reutilização de matérias-primas, proporcionando um uso mais sustentável dos recursos naturais.

“A Gerdau recicla anualmente 11 milhões de toneladas de sucata metálica, o equivalente ao volume de carros produzidos em um período de cinco anos. O aço é um material infinitamente reciclável e, para cada tonelada de sucata reciclada, é evitada a emissão de 1,5 toneladas de CO₂e. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), de 0,89 t de CO₂e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global do setor, de 1,91 t de CO₂e por tonelada de aço”, afirma Rubens Pereira, vice-presidente da Gerdau.

Como parte desse processo de renovação, a Vamos irá adquirir 140 caminhões zero quilômetro da Volkswagen Caminhões e Ônibus, que estão dotados da última tecnologia disponível no país para motores a diesel e geram menos emissões. Os veículos serão comprados utilizando o benefício do governo federal anunciado em junho, que disponibilizou R$ 700 milhões para a renovação da frota de caminhões e R$ 300 milhões para a renovação da frota de ônibus com mais de 20 anos, com descontos que variam de R$ 33 mil a R$ 99 mil. Os novos veículos VW contam também com alto nível de inteligência embarcada para garantir mais segurança na operação e oferecem ainda mais conforto para maior qualidade de vida dos profissionais.                       

“Há mais de 20 anos, a Volkswagen Caminhões e Ônibus defende a criação de um plano para renovar as frotas brasileiras de caminhões e ônibus, que estão envelhecidas, cada vez menos seguras e mais poluentes. Foi com satisfação que recebemos dos ministérios da fazenda e do desenvolvimento, indústria, comércio e serviços a notícia do lançamento do primeiro programa brasileiro de renovação de frota, incentivando a aquisição de veículos mais sustentáveis, ao qual aderimos de imediato. A iniciativa apresentada nos permitirá, em parceria com as empresas Simpar, Vamos e Gerdau, levar seus benefícios a toda a cadeia produtiva, ao ciclo de vida útil de nossos produtos e principalmente aos frotistas e transportadores autônomos brasileiros”, explica Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Programa Federal

O programa de renovação de frota, instituído pelo Governo Federal pela Medida Provisória 1175 prevê retirar de circulação ônibus e caminhões no fim da vida útil e destinação da sucata, tendo como resultados benefícios socioambientais e econômicos.

Por meio de uma portaria publicada em julho, o governo federal permitiu às empresas terem acesso ao benefício com aquisições de caminhões antigos de motoristas autônomos. Isso facilitou o acesso dos profissionais do volante – até então apenas 14% do montante disponível havia sido utilizado – já que o proprietário de um veículo do veículo antigo – em geral um caminhoneiro autônomo – não dispõe de recursos ou crédito para aquisição de um zero quilômetro, ainda que financiado. 

Projeto Piloto de Renovação

Em 2021, a Vamosrealizou um projeto piloto para avaliar o impacto de um programa de renovação envolvendo 50 caminhões antigos – com mais de 20 anos – e assim identificar benefícios e oportunidades nos segmentos que fazem parte dessa cadeia de valor.

A companhia investiu R$ 2,4 milhões na compra dos caminhões e no acompanhamento da jornada de 50 motoristas autônomos, proprietários desses veículos. Nesse estudo foi contemplado o ciclo completo, da desmobilização à reciclagem, além de incluir indicadores e informações públicas para projetar diferentes impactos em âmbito socioambiental e de desenvolvimento econômico.

Ao avaliar o desdobramento do projeto, no caso do destino do valor recebido pelos motoristas que venderam seu caminhão, por exemplo, 56% investiram na compra de um caminhão mais novo, 20% reservaram o dinheiro para emergências e 24% para projetos pessoais ou pagamento de dívidas.

Ao entrevistar os participantes após um ano do projeto, 86% informaram melhoras na qualidade de vida. Dentre esses entrevistados, 23% alegaram que os caminhões mais novos proporcionam mais conforto e segurança nas viagens, 23% indicaram redução do estresse, 10% responderam que pode passar mais tempo para a família e 44% apontaram outros benefícios.

Ao substituir caminhões antigos por modelos mais novos e competitivos, o estudo da Vamos também identificou benefícios ambientais, sociais e de saúde e segurança. Um estudo realizado pela Fundação Espaço Eco apontou a redução de 66% no lançamento de material particulado na atmosfera, devido à maior eficiência e menor consumo de combustível de caminhões mais novos, por exemplo.

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