Fiep aponta que pedágio deveria ser mais barato e ter mais obras

26/01/2016

O pedágio deveria ser mais barato e as concessionárias deveriam fazer mais obras, de acordo com estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) divulgada na última sexta-feira (22).

A Fiep sugere uma mudança radical no modelo de concessão de rodovias no estado. Conforme a pesquisa, o preço do pedágio deveria cair pela metade. A análise foi feita com comparação com outros estados.

“Se for comparar com Santa Catarina ou com São Paulo, onde existem pistas não só duplas, triplas, quádruplas, a logística é melhor, a infraestrutura é melhor e os valores são muito menores do que o cobrado aqui no Paraná”, afirma Edson Campagnolo, presidente do Fiep.

Para a Fiep, o sistema atual prejudica a indústria paranaense, porque o produto final fica mais caro do que em outros estado, por causa do preço do pedágio. Campagnolo considera o modelo do estado “ultrapassado e caro”.

“Esse modelo que estgá aqui tem que ser revisto e o tempo é até 2021. Então acho que fazer concessão, renovação, talvez não seja o melhor modelo”, diz o presidente da Fiep.

Os contratos com as concessionárias vencem em 2021, mas existe a possibilidade de serem prorrogados. A decisão cabe ao governo federal, já que a maior parte das estradas que formam o sistema de integração é de BRs.

Para identificar possíveis desequilíbrios, o governo estadual está fazendo revisões nos contratos de concessão desde 2011. O governo diz que não teve acesso ao estudo realizado pela Fiep e informou que os assuntos relacionados às concessões rodoviárias está sendo conduzido pelo Ministério dos Transportes.

Já o diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, questionou a forma com que a pesquisa da Federação das Indústrias foi conduzida. “Não diria que é um equívoco, mas é uma comparação que não pode ser feita exatamente dessa forma”, comenta.

Ele diz que é possível reduzir o preço do pedágio e aumentar o número de obras, mas isso depende da decisão sobre o futuro dos contratos. “Ainda é prematuro falar qualquer coisa, se vai ser menos ou mais do que se pretende. Precisamos aguardar os estudos”.

Fonte: G1

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Marq Logistics fortalece portfólio de ativos last mile com entrega do parque logístico Marq Logistics SP Taboão
Marq Logistics fortalece portfólio de ativos last mile com entrega do parque logístico Marq Logistics SP Taboão
ASUR conclui aquisição da plataforma aeroportuária da Motiva e inicia oficialmente sua atuação no Brasil
ASUR conclui aquisição da plataforma aeroportuária da Motiva e inicia oficialmente sua atuação no Brasil
Universo TOTVS 2026 vai abordar IA, automação e gestão para logística e distribuição
Universo TOTVS 2026 vai abordar IA, automação e gestão para logística e distribuição
Suzano adquire 10% do empreendimento portuário Imetame Logística Porto, em construção no Espírito Santo
Suzano adquire 10% do empreendimento portuário Imetame Logística Porto, em construção no Espírito Santo
Preço do etanol cai 2,7% em agosto e amplia vantagem sobre gasolina, aponta Veloe/Fipe
Preço do etanol cai 2,7% em agosto e amplia vantagem sobre gasolina, aponta Veloe/Fipe
SLC Sementes amplia logística com novos centros de distribuição para a safra 2026/27
SLC Sementes amplia logística com novos CDs em regiões estratégicas para a safra 2026/27

As mais lidas

01

Benel investe R$ 45 milhões em novos veículos e equipamentos de transporte no primeiro semestre de 2026
Benel investe R$ 45 milhões em novos veículos e equipamentos de transporte no primeiro semestre de 2026

02

Amazon abre 30 vagas no programa de trainees de operações em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro
Amazon abre 30 vagas no programa de trainees de operações em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro

03

INTRA-LOG Expo 2026 debate o futuro da logística e embalagens com megahub de eventos em São Paulo
INTRA-LOG Expo 2026 debate o futuro da logística e embalagens com megahub de eventos em São Paulo