Fernando Simões deixa a presidência executiva da JSL Logística

17/03/2021

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Fonte/Foto: ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos

Em mais um passo no seu processo de reestruturação, a JSL Logística, fundada por Júlio Simões, vai mudar de comando.

Depois de doze anos à frente da empresa, Fernando Simões, um dos filhos do fundador, deixa a presidência executiva e passa o bastão para Ramon Garcia de Alcaraz, que gerenciava a Fabel, uma transportadora especializada na distribuição urbana adquirida pela JSL no ano passado.

Com esta mudança, Fernando passa a ser o presidente do conselho de administração da JSL, mas segue como principal executivo da Sympar, a holding que controla todas as empresas do grupo. “Nossa filosofia é a de que cada empresa tenha uma gestão independente. A minha função, a partir de agora, será mais estratégica. Ficarei mais atento aos novos negócios e às aquisições que devemos fazer nos próximos anos. Além disso, estarei sempre ao lado de todos os CEOs para ajudar a cumprir as metas definidas para cada operação”, disse Fernando.

Nessa troca de comando, a JSL também assumiu 100% da Fabel. Com isso, Alcaraz passa a deter 2,25% do capital da companhia, passando a ser o principal acionista pessoa física da empresa de logística. Fernando ressaltou que na compra da Fabel, Alcaraz ficou com 25% da companhia.

“Literalmente, a logística passa a contar não só com um presidente, mas com um empresário do setor. A companhia está pronta para um novo ciclo de crescimento, seja ele inorgânico ou orgânico. Ele se torna também o dono do negócio”, disse Fernando.

Alcaraz declarou que irá assumir a presidência da JSL de imediato, mas contará com Fernando por um mês na transição. “O meu desafio é continuar fazendo com que o grupo sonhe junto e pense grande. Somos a maior empresa de logística do país e as nossas metas são bem audaciosas: ser uma companhia muito maior do que é hoje”, acrescentou Alcaraz.

Hoje, a companhia é a líder no mercado interno com 0,8% de participação. Nos Estados Unidos e na Europa, as maiores empresas do setor têm “market share” em torno de 8%. “O potencial é muito grande. Nossa receita é mais que o dobro do segundo colocado. Estamos prontos e preparados para este novo ciclo de desenvolvimento, vamos sair desse patamar em até cinco anos”, destacou Fernando.

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