Faturamento do setor atacadista cresce 7% em maio em termos nominais

28/07/2016

O faturamento do setor atacadista distribuidor cresceu em termos nominais 7% em maio na comparação com o mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, de janeiro a maio, ampliou 8,9%. Em relação a abril, houve queda de -1%. Em termos deflacionados, o faturamento ainda mantém tendência negativa, embora com menor intensidade. Na comparação com maio de 2015, a retração foi de -2,1%. De janeiro a maio, -0,7%; em relação a abril, -1,8%. A pesquisa mensal da ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados), apurada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), leva em consideração o faturamento de um conjunto representativo de empresas que fornece números preliminares sobre o setor.

“Com foco na melhoria da produtividade e da competitividade, o setor tem conseguido superar as dificuldades. No Encontro Nacional da Cadeia de Abastecimento – ENACAB, que acontece de 8 a 10 de agosto – aonde vão se reunir representantes do varejo, da indústria e do atacado distribuidor – vamos dar o pontapé inicial para que o segundo semestre seja melhor. A expectativa é gerar 20 bilhões em negócios no evento”, afirma José do Egito Frota Lopes Filho, presidente da ABAD.

Embora os resultados nominais demostrem a força do setor, que continua crescendo, os dados deflacionados, segundo o Banco de Dados, mantêm tendência negativa. “A expectativa é de que o novo governo implemente as medidas emergenciais corretas para impulsionar a economia em bases sustentáveis. Se houver sucesso, teremos um cenário melhor também no que diz respeito a inflação”, diz. Segundo o presidente da ABAD, há evidências de que estamos no caminho da retomada do crescimento: “E a principal evidência é a confiança de empresários e consumidores, que começa a sair do patamar negativo”, afirma.

“Diante dessas expectativas, a retomada em 2017 é factível. Com ações concretas do novo governo, o segundo semestre de 2016 também pode ser melhor. Por isso, o setor está mais otimista e espera fechar o ano com crescimento de até 1%”, conclui José do Egito.

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