Embaquim expande exportação de embalagens e sistemas bag-in-box

19/04/2016

Pioneira e uma das principais fabricantes de sistemas bag-in-box do Brasil, a Embaquim (www.embaquim.com.br) enxergou na crise do mercado interno uma oportunidade para expandir seus negócios no exterior. Com a alta do Dólar, a empresa focou parte de seus esforços na exportação de embalagens e sistemas bag-in-box. O resultado foi a conquista de novos mercados e a ampliação do portfólio de itens exportados.

Como explica a responsável pela área de Comércio Exterior da Embaquim, Cristiane Horvat, “Ampliamos continuamente nosso leque de atendimento e hoje – diretamente ou via distribuidores – estamos presentes em praticamente toda a América do Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), América Central (Costa Rica) e América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá). Na Ásia, atendemos a clientes no Japão, Malásia e Tailândia. No continente Africano, a África do Sul é outro importante mercado para os produtos da Embaquim”.

Outros mercados e clientes são continuamente prospectados. “Utilizamos um programa de inteligência de mercado, criado pelo Instituto Nacional do Plástico (INP), por intermédio do programa Think Plastic, que permite identificar oportunidades de negócios de forma muito objetiva”. A Embaquim também participa ativamente do ‘Projeto Comprador’, patrocinado pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), via INP, e que reúne, no Brasil, compradores e responsáveis pela área de desenvolvimento de empresas de diversos países. Após identificados, estes compradores são convidados a participar de rodadas de negócios. A abertura de novos mercados é complementada com a participação em feiras e exposições.

Hoje os principais clientes internacionais da Embaquim são indústrias de alimentos, bebidas, produtos agrícolas, químicos, farmacêuticos e cosméticos. Os produtos exportados vão desde os sachês de 800 ml até sistemas bag-in-boxcompletos de 1.000 litros, passando por todas as dimensões intermediárias. Cristiane ressalta: ”O carro chefe no exterior é o sistema bag-in-box de 1.000 litros, por ser um produto diferenciado e one way. Este sistema de embalagem também é exportado por nossos clientes (exportação indireta), após o envase de seus produtos”. A Embaquim oferece ainda assistência técnica pós-venda rápida, ágil e eficiente.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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