E-commerce sente os impactos do novo coronavírus

21/03/2020

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) já registrou impactos causados pela crise do novo coronavírus (Covid-19). “Desde quinta-feira, dia 12 de março, algumas lojas virtuais chegaram a registrar um aumento de mais de 180% em transações nas categorias Alimentos e Bebidas e Beleza e Saúde”, afirma Mauricio Salvador, presidente da entidade.

Ele acredita que o e-commerce está em condições de atender a um eventual crescimento da demanda. “O setor está preparado para aumentos sazonais, como acontece no caso da Black Friday, onde algumas lojas virtuais recebem em apenas um dia, o equivalente aos pedidos do mês inteiro”, diz Salvador.

E acrescenta: “mas nem todos estão preparados, pois algumas lojas virtuais já estão comunicando em seus sites, que há possibilidade de atrasos e substituição de produtos por conta de ruptura de estoques”.

Nesse sentido, o presidente recomenda negociar com fornecedores, para reduzir quebras de estoques, e manter atenção aos pronunciamentos oficiais e restrições de mobilidade que haverá nos centros urbanos.

A entidade se preocupa com o fato de que governantes determinem o fechamento de centros de distribuição e proíbam a circulação de entregadores nas cidades. “Caso isso aconteça, as lojas virtuais terão que operar em regime de emergência, fazendo entregas somente de bens de consumo de primeira necessidade, paralisando diversas categorias”, diz Salvador.

O presidente da ABComm, chama a atenção para o quadro econômico. “A crise não beneficiará ninguém. Se por um lado as vendas estão aumentando no e-commerce, por outro, as pessoas ficam mais reticentes em gastar e, por isso, a economia toda está sendo prejudicada.” Muitas empresas só agora estão procurando migrar seus negócios para o digital.

Antes da crise do novo coronavírus, a entidade previa que o comércio eletrônico deveria fechar 2020 gerando um volume financeiro de R$ 106 bilhões, o que representa um aumento de 18% sobre o ano anterior.

Vamos aguardar mais algumas semanas antes de refazer as previsões de faturamento para 2020”, afirma Salvador.

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