DHL Supply Chain lança rede fulfillment multicliente para agilizar e dar escala a logística de vendas online

20/04/2023

A DHL Supply Chain, líder global em armazenagem e distribuição, lança no Brasil o DHL Fulfillment Network (DFN), serviço inédito que visa suportar o crescimento das operações logísticas de vendas online para varejo, marketplaces e indústrias. Mesmo com o forte retorno das atividades presenciais em 2022, o mercado de e-commerce brasileiro faturou R$ 258,5 bilhões (NielsenEbit), com empresas e segmentos em diferentes níveis de maturidade.A partir de um armazém multicliente dedicado em Barueri (grande São Paulo), o DFN dá acesso a infraestrutura de e-commerce da DHL Supply Chain no Brasil hoje formada 13 fulfillment centers, 6,5 mil colaboradores dedicados, 55 hubs de transporte e 800 veículos diários, proporcionando entregas no dia seguinte em nível nacional, além de agilidade de implantação e flexibilidade operacional. Este lançamento faz parte de um programa de R$ 800 milhões de investimentos da DHL Supply Chain no Brasil até 2025 que inclui outros projetos. 

O serviço contempla atividades como o transporte na primeira milha (indústria ou importador até o varejista), armazéns avançados multicliente em áreas metropolitanas estratégicas, processos de transporte middle mile (transferências), manuseio interno de produtos e triagem altamente eficientes com operações próprias e integração com os principais softwares de gestão do mercado. Disponibiliza também visibilidade total em tempo real do trânsito dos produtos, entrega ao consumidor final em todo o Brasil. Além de elevados níveis de serviço em áreas-chave para atender à crescente demanda por entregas mais rápidas (às vezes até no mesmo dia), o DFN também possui vantagens como pay per use, melhor conectividade e gerenciamento proativo para o cliente. 

“Em resumo, o DFN permite que as empresas aproveitem a malha de transportes e armazenamento da DHL de uma forma flexível e adaptada às suas necessidades, tendo assim melhores níveis de serviço e escala. Além disso, contar com hubs de distribuição nas regiões metropolitanas, ou seja, próximos ao mercado consumidor, dá mais velocidade às entregas e aprimora a experiência de compra. Por fim, como o DFN é uma solução global, é possível, a partir da operação no Brasil, expandir os negócios para outros países”, disse Gabriela Guimarães, Vice-presidente de E-commerce da DHL Supply Chain Brasil. 

A rede multicliente também oferece a opção de reduzir o risco de cadeias de suprimento ao ter acesso a hubs de atendimento em todo o país. Isso garante que os canais de vendas e distribuição do vendedor sejam menos afetados em caso de imprevistos locais. “Podemos oferecer suporte aos clientes em toda a cadeia de suprimentos — desde manuseio e armazenamento de entrada, coleta e embalagem, entrega de última milha, bem como manuseio de devoluções, o que ajudará a acelerar e padronizar os prazos de entrega para seus consumidores finais, fator fundamental no concorrido mercado de vendas online brasileiro. O DFN permite ainda a venda a partir de qualquer canal on-line, seja ele marketplace, canal digital ou e-store e, a partir daí, a DHL estará conectada para fornecer toda a execução operacional logística. Com isso, a empresa poderá se focar somente na venda”, finaliza Gabriela Guimarães. 

Além do DFN, a companhia trabalha tanto com armazenagem e e-fulfillment para e-commerce, como com entregas ao longo do processo produtivo (first mile, insumos, middle mile, transferências intermediárias e last mile). Mais informações do DFN aqui.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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