Mas, além deste, segmentos como o de construção civil e logística também têm feito bom uso destas soluções, que chegam a rivalizar com os condomínios logísticos, segundo apontam alguns profissionais da área de armazéns.
Quando da elaboração desta matéria especial, perguntamos aos fabricantes de armazéns estruturais e infláveis quais os novos mercados que estão sendo atendidos, e a resposta foi quase unânime: agronegócio.
“Com o crescimento expressivo da agricultura e da pecuária no Brasil, a nossa empresa tem explorado e implantado seus galpões lonados nesses segmentos”, informa Rodrigo Barbosa do Nascimento, analista de negócios da Fix Galpão (Fone: 11 3318.3199), complementado por Gustavo Yogi, gestor da Rentank Macrogalpões (Fone: 11 4138.9266), que também lembra que sua empresa tem feito bons negócios neste segmento, e por Luciana Franzoi Marchetti, coordenadora de marketing da Tópico (Fone: 11 2344.1200). Esta, diz que a sua empresa, além deste segmento, tem se destacado nos de construção civil e logística.
Luiz Okada, gerente comercial da Sansuy (Fone: 11 2139.2888), também enfatiza que, devido às safras recordes dos últimos anos, o agronegócio é um setor importante e no qual a Sansuy tem investido. E complementa: os clientes exigem cada vez mais funcionalidade, rapidez de instalação e ótimo custo/benefício. O crescimento acelerado de alguns setores, com destaque para o agronegócio, exige soluções práticas e versáteis, uma vez que empresas, indústrias, produtores, distribuidores e construtores nem sempre contam com tempo hábil para a ampliação de suas instalações.
“Justamente para atender a esta demanda, recentemente lançamos o viniarco, que além de permitir estocagem de uma variedade de itens, como alimentos, mercadorias e máquinas, é especialmente indicado para produtores de flores e hortaliças que utilizam estufas em sua plantação, e também para piscicultores, na produção de alevinos e juvenis de peixes, larvicultura, manejo de pós-larvas de camarão, ranicultura (criação de rãs), laboratório de pesquisa sobre produção e nutrição de organismos aquáticos e hidroponia”, diz Okada.
Já segundo Sebastião Luis da Silva, gerente comercial da Kopron Brasil (Fone: 11 3109.6708), os novos mercados que estão sendo atendidos pela empresa envolvem os de galpões climatizados.
Mercado
Já fazendo uma análise do mercado dos armazéns estruturais e infláveis, Nascimento, da Fix Galpão, diz que há espaço para todos. “Porém, o fator que poderia riscar a reputação dos produtos similares comercializados é justamente a ausência de um órgão fiscalizador que, de forma orientadora e eficaz, exigiria uma certificação das normas existentes, a fim de que a segurança e confiança fossem o principal produto comercializado.”
Para Silva, da Kopron Brasil, em termos de mercado hoje, o maior problema é o que toda a economia enfrenta, ou seja, o baixo crescimento, e isto trava muitos projetos de ampliação e afeta diretamente este setor.
E Yogi, da Rentank Macrogalpões, indo na linha dos problemas do setor, diz que a qualificação de mão de obra para prestação do serviço de montagem exigida pelas empresas eleva muito os custos operacionais, muitas vezes inviabilizando o negócio.
Tendências
E com relação às tendências nestes dois setores?
“Vejo uma situação de comodidade, por conta de que o domínio de 80% deste mercado está em mãos de apenas duas empresas, e elas não apresentam interesse algum em inovar ou modernizar o produto por vários fatores, como o custo de renovar seu estoque ou a transição envolvida nesta operação. Considere, ainda, o patamar estável que o produto apresenta e o risco em mexer em algo que, de certa forma, atende às necessidades dos clientes. O mercado tem sido bem claro quanto às ‘novas’ necessidades, que envolvem modernidade e desenvolvimento, solicitando galpões dotados de sistemas para operação com ventilação, instalações elétricas e iluminação, bem como SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Elétricas, entre outros.”
A pontuação é de Nascimento, da Fix Galpão, que continua: “acredito que investimento em novos projetos e custos mais atrativos colocariam uma empresa num passo à frente, até que os concorrentes despertassem e reproduzissem a nova proposta. Isto requer grande injeção de recursos”.
Já a resposta dada ao questionamento sobre as tendências por Silva, da Kopron Brasil, aponta para crescimento modesto e produtos com mais facilities. “A variação da economia brasileira, frente à falta ou à incapacidade de planejamento das empresas, permite o crescimento do segmento”, contrapõe Yogi, da Rentank Macrogalpões.
Outra que também aponta para o crescimento do setor é Luciana, da Tópico. Ela diz que ainda há um grande potencial a ser explorado para os galpões estruturais no mercado nacional, principalmente quando analisamos os cenários de investimentos em infraestrutura e quando analisamos este mercado em países como México e Estados Unidos. “Apostamos no crescimento da demanda para segmentos importantes da economia, como celulose, logística portuária e agronegócio”, completa a coordenadora de marketing da Tópico.
Condomínios logísticos
Também é interessante saber se há uma correlação entre os armazéns estruturais e infláveis e os condomínios logísticos – se competem, ajudam, não afetam, etc.
“Os condomínios logísticos são, na verdade, parceiros indiretos do nosso setor, por apresentarem características já conhecidas, como limitação ou fator de ocupação do solo, que acabam direcionando para a necessidade de ampliação de armazenagem/produção e a utilizar os galpões estruturados, uma vez que estes não são considerados construções perenes e não contam como área ocupada quando locados”, explica Nascimento, da Fix Galpão.
Ainda segundo ele, no caso da necessidade da desocupação ou entrega do espaço contratado, a empresa pode reaproveitar o galpão vinílico no mesmo site ou em outro projeto. Isso tudo sem impacto ambiental. “Essa possibilidade de reutilização dos galpões de vinil é outro grande atrativo para o empresário que utiliza o condomínio logístico como locatário, pois, ao término, mudança ou não renovação do contrato, os galpões de vinil o acompanham funcionalmente para seu novo endereço”, completa o analista de negócios da Fix Galpão.
Silva, da Kopron Brasil, tem a mesma resposta, mas considera que são aplicações distintas. “Nosso produto atua com rápida resposta à necessidade do mercado/cliente e são complementares. Na ampliação somos competitivos devido a nossa velocidade de resposta e baixo custo de implantação.”
Yogi, da Rentank Macrogalpões, também analisa por este lado. Ele diz que as soluções ofertadas em caráter provisório pela sua empresa não concorrem diretamente com os condomínios logísticos, uma vez que a demanda instantânea das empresas e o curto período de uso dos armazéns não são o foco dos condomínios logísticos.
O que as empresas oferecem
Fix Galpão – Oferece armazéns estruturais, incluindo galpões tipo duas águas, fabricados em estrutura treliçada de aço carbono, galvanizado a fogo. A cobertura é em lona de PVC com tecido de poliéster de alta resistência, com camada blackout, sendo impermeável, lavável e autoextinguível, com aditivação anti-UV, antimofo, antifungos e antioxidante e não propagam chamas.
Kopron Brasil – Fornece armazéns estruturados e estruturados modulados e retráteis. Os estruturados são modulados em medidas de 5 m. Os retráteis têm a característica de variação da movimentação automática, o que facilita o manuseio de peças de grandes dimensões e peso, sem a necessidade de retirar o galpão. “A Kopron está trazendo para o Brasil a aplicação de painéis fotovoltaicos, que são instalados na cobertura do galpão e produzem energia que será aplicada nas utilidades do galpão, como iluminação, ventilação e outros”, avisa Silva.
Rentank Macrogalpões – Produz armazéns estruturados com cobertura em lona de PVC, com vãos livres de 10 a 40 metros e comprimentos múltiplos de 5 metros, podendo ser montados praticamente em qualquer tipo de terreno, desde que o mesmo esteja nivelado e compactado.
Tópico – Atua na locação e venda de galpões estruturais voltados para armazenagem, logística e obras de infraestrutura e trabalha com os tipos duas águas, as pirâmides e os infláveis. “Atuamos com as lonas da marca francesa Serge Ferrari®, que suportam as condições climáticas mais extremas, graças aos seus tratamentos anti-UV e antifungos. Além disso, atendem às normas ABNT e IPT”, diz Luciana. Ela continua: “outra novidade no portfólio da Tópico e que possui sinergia com os armazéns estruturais é a locação de plataformas de trabalho aéreo”.
Sansuy – Disponibiliza o vinigalpão (estruturado) e o vinimazem (inflável). O laminado reforçado de PVC vinilona, utilizado nos dois galpões, possui em sua formulação propriedades antimofo, antichamas, proteção contra raios UV, é lavável e de fácil reparo em caso de manutenção. “Individualmente, a característica principal do vinigalpão é sua estabilidade, devido à estrutura de aço galvanizado, totalmente parafusado. É utilizado para armazenagem de produtos diversos, como peças, máquinas, equipamentos, sacarias, matéria-prima, e para abrigo de pessoas – refeitório, auditório, eventos e reuniões. Seu acesso é feito através de portas de correr de dimensões variadas conforme a necessidade do cliente, além de oferecer diversos complementos opcionais, como mantas térmicas, exaustores, janelas e calhas, entre outros”, explica Okada. Já o armazém inflável vinimazem é indicado para a estocagem de produtos como grãos, sementes e adubos, peças e mercadorias. Não possui estrutura e mantém-se inflado por ventiladores movidos a energia elétrica ou gerador a óleo diesel. Não necessita de fundações, pois é fixado por tubos metálicos e estacas ou sacos de areia.








