Os operadores logísticos têm oferecido uma gama cada vez maior de serviços prestados aos clientes. Com isso, a importância de realizar parcerias confiáveis, sinérgicas e transparentes tem se tornado essencial para o bom andamento das operações de logística.
Para exemplificar como a logística desenvolve e proporciona cada vez mais recursos, Paulo Reis, diretor geral da Fuchs Alimentos (Fone: 11 4591.8200) – empresa que produz mais de 150 mil toneladas por ano de ervas, especiarias e condimentos – destaca a questão da rastreabilidade dos produtos: “hoje, seu eu vendo uma caixa de orégano, consigo saber de que fazenda saiu aquele lote”, conta.
Reis é partidário de que a contratação de serviços logísticos é fundamental para o bom andamento da empresa, mas faz uma ressalva com relação à opção pelo outsourcing ou pela terceirização logística: “o outsourcing resulta de uma decisão estratégica entre dois participantes de uma cadeia produtiva, requer um relacionamento profundo, ao contrário da terceirização, que se resume – como diz o nome – a apenas terceirizar o serviço”, alerta.
Na visão do diretor geral da Fuchs, a qualidade nesse relacionamento é o que norteia o sucesso. “É preciso ter compatibilidade empresarial – alinhamento técnico, filosofia gerencial e simetria – entre os envolvidos”, opina. Seguindo na mesma linha, Reis divide o gerenciamento do relacionamento em planejamento operacional – demanda, processo e inovação; controles operacionais – metas, KPI’s e níveis de serviço; troca de informações; e escopo do projeto – momento atual, estratégia de crescimento e oportunidades conjuntas atuais e futuras.
Já para José Luis Demeterco, presidente da Standard Logística (Fone: 41 2118.2800), o mercado precisa saber qual operador logístico é bom e qual não é, pois não é fácil fazer um outsourcing. “Se for feito com um operador que não tenha um bom nível de serviços, os prejuízos podem ser grandes”, orienta. “Durante o contrato é preciso ter reuniões periódicas para constatar o andamento dos negócios. Não basta fazer o contrato e jogar na gaveta. Tem que haver um amadurecimento nesse sentido, saber contratar e administrar.
Por fim, na visão do Head Logistics da Canon (Fone: 11 5070.7226), Fernando Nagahama, antes de tudo a empresa precisa se conhecer e ter ciência de seus pontos fortes e fracos, além de objetivos bem estabelecidos para, assim, saber qual o melhor contrato a ser fechado para suas operações logísticas.










