Confira o balanço de movimentação de vendas e pedidos no dia da Black Friday deste ano

05/12/2022

A Black Friday é uma das principais datas do varejo e já sabemos disso. No entanto, este ano o número de pedidos no período apresentou uma queda de 27,8%. Isso significa que o volume de vendas de 2022 foi de 625.160, enquanto o volume de vendas de 2021 foi de 865.652, conforme dados levantados pela Senior Sistemas, uma das principais empresas de tecnologia para gestão do país.

Se por um lado o número de pedidos teve uma redução, por outro, o número de produtos movimentados pelas lojas online se manteve aquecido. O volume de produtos movimentados em 2022 foi de 52.375.822, enquanto o volume de produtos movimentados em 2021 foi de 39.265.535, um crescimento de 33,4%

“Os desafios da economia fizeram com que as pessoas exercitassem mais a análise e as estratégias na hora de efetivar uma compra. Com isso, o consumidor ficou mais criterioso e atendo às oportunidades. Esse contexto, junto a correria do dia a dia, o foco em Copa do Mundo e nas tarefas de fim de ano, podem ter tirado a atenção dos clientes e influenciado na redução no volume de pedidos na Black Friday deste ano. Mesmo assim, o e-commerce se mantém ativo quanto a movimentação de produtos, até porque a Black Friday é a porta de entrada para outra data muito importante, que são as festas de fim de ano”, explica Anderson Benetti, Head de Produto para Logística na Senior Sistemas.

De acordo com o especialista da Senior Sistemas, o ticket médio do dia da Black Friday de 2022, que ocorreu no último dia 25 de novembro foi de R$ 351,43.

“Outro ponto que pode ter influenciado os resultados da Black Friday deste ano pode estar relacionado a volta das compras presenciais, em ambiente físico. Nos últimos dois anos, uma parcela de consumidores fiéis a experiência de compra física enxergou como um caminho o comércio online, mas com a retomada de uma quase normalidade, consumidores passam a comprar tanto em ambiente físico como no online, distribuindo a concentração das vendas e reforçando o modelo de multicanais”, comenta Benetti.

Uma das maiores empresas de tecnologia para gestão do país, a Senior Sistemas está envolvida em mais de 35% das vendas online. Entre seus clientes estão empresas que usam a solução WMS da Senior, tecnologia que hoje é referência quando o assunto é gestão de armazéns, além da solução TMS, aplicada para gestão de transportes e fretes.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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