Modelo de Maturidade para a Última Milha para a Excelência no Atendimento de Pedidos

11/07/2024

No dinâmico cenário da logística, Operadores Logísticos, transportadoras e armazéns lidam continuamente com a demanda flutuante e os desafios operacionais consequentes. A chave para a resiliência está em abraçar a mudança e adotar uma abordagem estratégica para otimizar os processos. De acordo com especialistas, para atingir o pedido perfeito devemos progredir através de um modelo de maturidade com cinco estágios distintos.

 

Reagir e Agir:

Na fase inicial, as empresas concentram-se em “fazer o suficiente para concluir as tarefas”. As operações podem depender de múltiplos sistemas de informação isolados. Para avançar, as organizações devem documentar e institucionalizar o conhecimento tribal, consolidando a experiência dos gestores de tráfego e funcionários seniores em um sistema coeso.

 

Antecipar e Padronizar:

No segundo estágio, as empresas avançam para melhorias internas, eliminando processos manuais e dando os primeiros passos para integrar sistemas. O objetivo é antecipar desafios e padronizar processos, estabelecendo as bases para uma eficiência aprimorada.

 

Conectar e Automatizar:

À medida que as empresas progridem para o terceiro estágio, a ênfase muda para a integração completa de sistemas díspares e a eliminação de processos manuais. O objetivo é criar processos escaláveis e adaptáveis que otimizem espaço e recursos, proporcionando flexibilidade para superar as expectativas do cliente.

 

Colaborar e Expandir:

No quarto estágio, as organizações ampliam seu alcance além das melhorias internas. Elas começam a colaborar com parceiros externos, como fornecedores e clientes valorizados, obtendo insights sobre produtos e pedidos fora de suas próprias operações. Essa colaboração externa aprimora a visibilidade e a capacidade de resposta em toda a cadeia de abastecimento.

 

Orquestrar e Otimizar:

A última fase envolve relacionamentos estratégicos com parceiros que vão além das considerações de preço. As transportadoras, nesse nível, orquestram suas operações para atrair transportadores, otimizando toda a cadeia de abastecimento. Isso inclui não apenas atender, mas superar as expectativas do cliente, alcançando, por fim, o pedido perfeito.

 

Para navegar por esses estágios, os Operadores Logísticos e transportadoras são aconselhados a realizar uma avaliação aberta e honesta de suas operações atuais em relação às melhores práticas do setor. Essa avaliação serve como referência, permitindo às empresas identificar áreas para aprimoramento e estabelecer metas claras para o avanço. Nas palavras dos especialistas do setor, essa abordagem proativa é crucial para se adaptar com sucesso aos desafios do mercado e garantir o sucesso a longo prazo no cenário de entrega da última milha.

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Elcio Grassia

Elcio Grassia

Sócio-fundador e CEO da Nazar Systems, plataforma SaaS para digitalização da Cadeia de Abastecimento. Vice-presidente de Programas do CSCMP Roundtable Brasil. Sócio-consultor da Integrare Consulting, com foco em Logística e gestão da Cadeia de Abastecimento, tendo desenvolvido projetos para clientes como Ambev, Aqua Capital Partners, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Burguer King, Cacau Show, Carapreta Carnes Nobres, Comfrio, Consórcio Rio Energia, FEMSA, FGV Projetos, Global Environment Fund, WalMart /Intelligrated, Mendes Junior, Novus, Radhakrishna Foodland, Secretaria de Logística do Estado de São Paulo, The Fifties e Vale, entre outros. Tem 45 anos de experiência em Logística, Supply Chain, Operações, Gerência Geral e Desenvolvimento de Negócios em empresas como Havi Global Solutions, McDonald’s Brasil e América Latina, Martin-Brower Brasil e Nestle Brasil.

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