China investiu mais de US$ 10 bi no Brasil neste ano

16/11/2017

Enquanto no resto do mundo o investimento estrangeiro chinês sofreu um tombo este ano, da ordem de 40%, como reflexo dos controles de capital e da política de restrição adotada por Pequim, no Brasil, esse fluxo de investimento segue firme. Até agora, este ano, segundo o “Financial Times”, o país atraiu US$ 10,8 bilhões em capital chinês, por meio de fusão e aquisição de empresas brasileiras, comparado com o total de US$ 11,9 bilhões registrados em 2016, segundo dados da Dealogic. O dinheiro chinês, diz o “FT”, é atraído pelos recursos naturais e localização estratégica – próximo aos EUA – da maior economia da América Latina.

Para o Brasil, o capital chinês não poderia vir em melhor hora para dar suporte à fraca economia, que tenta se recuperar da pior recessão de sua história. Nos últimos dois anos, o PIB brasileiro encolheu mais de 7%.

A enxurrada de investimento no Brasil representa uma significativa mudança na política de Pequim. Desde 2005, a China despejou mais de US$ 140 bilhões na América Latina, quase a metade disso teve como destino a Venezuela e outros aliados tradicionais, como o Equador. Desde então, em meio ao colapso da economia venezuelana, Pequim passou a buscar a diversificação para países com uma situação financeira mais saudável e possibilidades estratégicas melhores, em especial o Brasil.

O investimento chinês no Brasil ganhou força a partir de 2010, como parte da estratégia de Pequim para aumentar sua segurança energética e alimentar por meio de aquisições no exterior. A partir de 2014, a China passou a diversificar o investimento para o setor industrial voltado para o mercado doméstico brasileiro, buscando um mercado para seu excesso de capacidade de produção em aço e automóveis, por exemplo. Uma terceira fase começou no ano passado, com as companhias chinesas agindo mais como multinacionais convencionais, buscando retornos competitivos e oportunidades de investimento em setores variados.

Fonte: Valor Econômico

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Rumo, AGV, Águia Sistemas e VLI ampliam ações ambientais e sociais no Brasil
Rumo, AGV, Águia Sistemas e VLI ampliam ações ambientais e sociais no Brasil
Mercado logístico brasileiro fecha 2025 aquecido, com alta dos FIIs e pressão por oferta em 2026, aponta o Grupo EREA
Mercado logístico brasileiro fecha 2025 aquecido, com alta dos FIIs e pressão por oferta em 2026, aponta o Grupo EREA
Ministério de Portos e Aeroportos anuncia R$ 9,2 bilhões em investimentos em Terminais de Uso Privado
Ministério de Portos e Aeroportos anuncia R$ 9,2 bilhões em investimentos em Terminais de Uso Privado
Execução inteligente da Supply Chain ganha papel central no varejo mediado por IA, aponta Infios
Execução inteligente da Supply Chain ganha papel central no varejo mediado por IA, aponta Infios
Lwart e Copa Truck ampliam logística reversa do óleo usado durante a temporada 2026
Lwart e Copa Truck ampliam logística reversa do óleo usado durante a temporada 2026
Gestão de frota baseada em dados revela se caminhões geram lucro ou prejuízo, aponta Vilesoft
Gestão de frota baseada em dados revela se caminhões geram lucro ou prejuízo, aponta Vilesoft

As mais lidas

01

Executivos alertam para riscos do “Herói da Logística” no transporte terceirizado
Executivos alertam para riscos do “Herói da Logística” no transporte terceirizado

02

Operadores logísticos de até 50 funcionários ampliam participação e chegam a 38% do setor no Brasil, segundo a ABOL
Operadores logísticos de até 50 funcionários ampliam participação e chegam a 38% do setor no Brasil

03

Vagas no setor logístico e industrial ganham força em diferentes regiões do país
Vagas no setor logístico e industrial ganham força em diferentes regiões do país