Certificações ESG impulsionam transformação no transporte rodoviário mundial

O setor de transporte e logística vive uma profunda transformação, impulsionada pela necessidade de práticas mais sustentáveis: a prioridade por segurança e a rápida incorporação de tecnologias avançadas. Durante o 24º Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Carga (Fenatran), realizado no São Paulo Expo na última semana, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva apresentou palestra que abordou como essas forças estão moldando o futuro do setor e os desafios que as empresas enfrentam para se adaptar a esse novo cenário competitivo e responsável.

Ricardo Assoni, especialista técnico do IQA, destacou os desafios enfrentados pelas empresas de transporte, tanto no Brasil quanto no exterior, devido às novas legislações ambientais e de sustentabilidade. Em um ambiente de crescente exigência, estas precisam adaptar-se não só para reduzir o impacto ambiental, mas também para melhorar a eficiência operacional e a segurança nas operações, atendendo às demandas ESG, sigla que, em português, é traduzida como Ambiental, Social e Governança.

Segundo Assoni, o uso de tecnologias inteligentes e práticas sustentáveis deixou de ser uma mera tendência e se tornou uma necessidade. As organizações que não se adaptarem às novas regulamentações podem enfrentar sérios desafios. Nesse contexto, as certificações têm sido fundamentais, fornecendo às transportadoras as ferramentas necessárias para atender a essas novas exigências.

O especialista destacou que, embora a certificação SASSMAQ (Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade) não seja obrigatória no setor de transporte, ela se tornou um aliado estratégico essencial, contribuindo para a promoção de práticas responsáveis e sustentáveis, ao mesmo tempo que melhora a qualidade e a segurança no transporte de cargas.

“A SASSMAQ valida toda a cadeia de suprimentos, assegurando que fornecedores e transportadoras adotem práticas mais conscientes e eficientes”, afirmou o especialista técnico do IQA. Na oportunidade, exemplificou a adoção de materiais recicláveis, a otimização de processos logísticos e uma gestão rigorosa dos riscos ambientais como algumas das práticas incentivadas pela certificação. A cada ciclo de auditoria, as transportadoras são desafiadas a aprimorar suas práticas operacionais e ambientais, integrando inovação e sustentabilidade.

De acordo com Assoni, a crescente pressão para que o setor adote práticas mais sustentáveis fez com que as certificações, como a SASSMAQ, se tornassem um diferencial competitivo. As empresas devem ver a certificação não apenas como uma exigência do mercado, mas como uma oportunidade de transformar seu modelo de negócio, contribuindo para um futuro mais responsável no transporte e logística.

Para o especialista, estar alinhado com esses os padrões significa não apenas atender às regulamentações, mas também fortalecer a marca e conquistar uma posição de liderança em um mercado cada vez mais competitivo. “A adoção de normas integradas, juntamente com o investimento em tecnologia e sustentabilidade, não só reduz riscos, mas também eleva o setor a um novo patamar de responsabilidade e inovação”, concluiu.

IQA como Organismo de Certificação

Neste ano, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva foi homologado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) como organismo de certificação para empresas de transporte rodoviário e estações de limpeza de produtos químicos, conforme as diretrizes do SASSMAQ.

As empresas que desejam contar com o IQA como sua certificadora devem acessar o site da Abiquim para realizar o cadastro e escolher o Instituto como responsável pelo processo de certificação. Após o cadastro, a Abiquim avaliará as informações fornecidas e, se aprovadas, encaminhará os dados ao IQA, que então elaborará uma proposta de auditoria personalizada para a organização.

Concluída a auditoria, o IQA enviará os resultados à Abiquim. Caso a empresa seja aprovada, ela será oficialmente incluída na lista pública da Associação, ganhando visibilidade no setor. Se houver reprovação, a empresa precisará corrigir as pendências apontadas e submeter-se a uma nova avaliação.

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