Ceará: 14 investimentos portugueses realizados

18/02/2016

De acordo com a Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBP-CE), diversos setores têm atraído a atenção de empresas portuguesas. Somente em energia eólica, em cerca de dez anos, os portugueses investiram aproximadamente R$ 1 bilhão ( FOTO: TUNO VIEIRA )

Com o objetivo de gerar negócios e permitir um reforço na economia do Estado, a Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBP-CE) completa 15 anos de atuação, como articuladora no processo de aproximação entre empresários das duas regiões. Conforme dados fornecidos pela Junta Comercial no Estado do Ceará (Jucec), 14 empresas cearenses tiveram participação de capital português no acumulado de janeiro a setembro de 2015, sendo todos os investidores pessoas físicas. Ao todo, 104 empresas do Estado tiveram capital estrangeiro, totalizando R$ 17 milhões.

Carcinicultura, indústria têxtil, fontes de energia eólica, vinicultura e fruticultura são alguns segmentos que têm atraído a atenção de empresas portuguesas. Na avaliação do presidente da CBP-CE, Armando Abreu, foram feitos grandes investimentos no Estado por meio da Câmara, principalmente nas áreas de turismo e hotelaria, como os hotéis Vila Galé e Luzeiros. “Outra área com grande investimento foi a de energias renováveis, além de pequenos investimentos na área agrícola e na de tecnologias da informação”. O presidente estima que, em aproximadamente dez anos, os portugueses investiram cerca de R$ 1 bilhão em energia eólica no Ceará.

Abreu conta ainda que, durante muito tempo, a Câmara foi praticamente a única instituição a fazer a articulação entre brasileiros e portugueses. “A Câmara é a instituição mais antiga que se presta a fomentar negócios com os estrangeiros, hoje a prefeitura, o governo, a Fiec, fomentam também esse mercado externo. Mas nos deixa muito orgulhoso continuar nessa missão”, acrescenta o presidente.

Para 2016, uma ampla programação está sendo elaborada, com a previsão de realização de cafés da manhã e almoços de negócios, além de projetos como a Semana Cultural e Gastronômica Brasil Portugal, a ser promovida no complexo turístico Aquiraz Riviera, na Região Metropolitana de Fortaleza. Entretanto, diante da situação política e econômica do País, Abreu acredita que não haverá nenhum investimento novo neste ano.

Oportunidades na crise

“Os grupos estão interessados no Ceará para um investimento em médio prazo, de 2 a 5 anos, mas estão esperando ver no que dará a crise política e econômica do País, aguardando o desenrolar dessa situação. Na crise, também surgem as melhores oportunidades, por isso a Câmara está fazendo uma série de ações para que Portugal conheça as inúmeras potencialidades do Estado do Ceará”, afirma, confiante.

Entre as vantagens em investir neste momento, Abreu explica que a situação cambial favorece os estrangeiros, pois a desvalorização do real deixa os artigos nacionais mais baratos para investidores. Já a grande dificuldade em investir no Brasil é a burocracia. “Há burocracia em tudo, na criação de empresas, nos alvarás, nos financiamento, tudo isso dificulta os investidores”, conclui presidente da CBP-CE.

Fonte: Diário do Nordeste

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