Cabotagem é impactada pela forte estiagem

05/10/2020

A estiagem está castigando diversas regiões do Brasil. O volume de chuvas está abaixo da média histórica na região centro-oeste desde 2019 e o cenário ameaça a navegabilidade da hidrovia Paraguai-Paraná, uma das principais vias fluviais da América do Sul. Segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, CPRM, a seca na região é a pior nos últimos 22 anos.

De acordo com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, ANA, nas regiões dos estados da Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins, identificou-se um aumento da estiagem nos meses de junho e julho.

A mesma seca que acomete outras regiões do país, está acometendo o Amazonas. De acordo com Erick Lourenço, Gerente da Aliança, a régua de Manaus está com 3 metros a menos de água em relação ao mesmo período de 2019.

“As alterações na altura do rio acompanham as variações climáticas. Alterações mais drásticas são esperadas para os meses nos quais ocorrem mais ou menos chuva, como no verão e no inverno. É um fenômeno natural que ocorre anualmente, com diversas variantes, por isso é difícil prever se uma vazante será maior ou menor a cada ano”, explica Erick

O impacto da altura do rio não é apenas ecológico. A região sofre também economicamente e com a distribuição de produtos. “O principal meio de transporte de carga na região é a cabotagem. Mas é necessário diminuir o volume de carga quando o rio atinge níveis mais baixos. A região do Tabocal, a aproximadamente 3 horas de navegação de Manaus, é hoje um ponto crítico para navegação. A profundidade é aproximadamente 6 metros menor do que a régua de Manaus, que também indica uma altura menor do que a esperada para a época”, comenta o executivo.

A navegação com o nível do rio mais baixo tem impactado diretamente a quantidade de carga transportada e o tempo da viagem. “Navegar com o rio mais baixo traz inúmeros desafios, mas é preciso estar mais atento. Nessa época, o tempo de viagem é maior e o transporte de carga não pode ser feito com grande capacidade, pois isso aumenta as chances de encalhamento nos trechos mais rasos”, explica Erick.

A redução na capacidade de transporte de cargas pode acarretar no desabastecimento da região, causando aumento da inflação nos produtos e serviços ligados a essa cadeia logística.

Como forma de minimizar o impacto, a Aliança, pioneira e líder de cabotagem no Brasil, está disponibilizando uma embarcação adicional para atender a demanda da região. “Não podemos operar com o tráfego de cargas regulares, tão pouco podemos seguir com a velocidade com a qual estamos acostumados. A solução que encontramos para mitigar os possíveis problemas de abastecimento na região foi colocarmos um navio adicional”, resume Lourenço.

De acordo com a Aliança, o tema vem sendo conduzido pela ABAC (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem) junto ao DNIT, a Capitania dos Portos e as autoridades locais para que haja uma avaliação de medidas que possam ser realizadas nas regiões mais crítica do rio, como a do Tabocal.

Compartilhe:
615x430 Savoy julho 2025
Veja também em Conteúdo
São Paulo concentra 14 das 20 melhores rodovias do país aponta pesquisa da CNT
São Paulo tem 14 das 20 melhores rodovias do país, aponta pesquisa da CNT
Logística do agronegócio: três estratégias para ampliar eficiência e previsibilidade no transporte rodoviário, segundo a Motz
Logística do agronegócio: três estratégias para ampliar eficiência e previsibilidade no transporte rodoviário, segundo a Motz
Programa Mulheres na Direção da JSL abre inscrições para formação de motoristas em Indaiatuba (SP)
Programa Mulheres na Direção da JSL abre inscrições para formação de motoristas em Indaiatuba (SP)
Americanas inicia preparação logística para a Páscoa e abre 462 vagas em Itapevi
Americanas inicia preparação logística para a Páscoa e abre 462 vagas em Itapevi (SP)
TCP inicia operação de novo scanner de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá
TCP inicia operação de novo scanner de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá
Abastecimento inteligente: veículos elétricos e inteligência artificial mudam a gestão em 2026, analisa Korth
Abastecimento inteligente: veículos elétricos e inteligência artificial mudam a gestão em 2026, analisa Korth

As mais lidas

01

ABRADIMEX responde por 75% da distribuição de medicamentos de alto custo

02

Arrendamento do Porto de Itajaí avança com aprovação final dos estudos
Arrendamento do Porto de Itajaí avança com aprovação final dos estudos

03

Grupo Hindiana e Neogrid
Grupo Hindiana avança na aquisição da Neogrid