Por Ruan Emmanuel Santos do Nascimento*
No atual cenário econômico, a logística brasileira tem passado por um momento de transformação profunda, onde a eficiência operacional se tornou uma condição de sobrevivência das empresas. O setor enfrenta desafios enormes, desde os gargalos na infraestrutura até ao aumento da criminalidade em rotas estratégicas.
A pressão por resultados se evidencia por dados preocupantes sobre a economia do Brasil, em que os custos logísticos do Brasil atingem 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de acordo com estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). Isso faz com que as empresas busquem métodos rigorosos de prevenção a prejuízos, para otimizar os ativos.
Por isso, implementar processos robustos de vigilância se tornou prioridade. Entender como isso funciona é o primeiro passo para qualquer operador que almeja reduzir o índice de ocorrências, furtos e avarias. É um controle que vai além de saber onde está o caminhão. Mas que também é capaz de envolver o monitoramento da integridade da mercadoria, cumprimento de protocolos de segurança e gestão eficiente de prazos.

Dificuldade para monitorar cargas em tempo real
A experiência recente do mercado mostrou que agilidade na resposta a crises é crucial. Um exemplo de como a tecnologia pode salvar as operações ocorreu no setor de consumo, onde foi ampliada a rastreabilidade de bebidas alcoólicas no Carnaval, com o objetivo de gerenciar riscos após a crise do metanol encontrada em algumas garrafas em 2025.
Isso demonstrou que o monitoramento rigoroso não protegeu apenas o patrimônio, mas também a reputação das marcas de bebidas, e a saúde pública. Ou seja, o rastreio na cadeia de suprimentos permite identificar o exato momento de uma intercorrência, o que facilita na recuperação de carga, ou na correção da rota antes mesmo que o dano seja irreversível.
Além da visibilidade da carga no trânsito, o setor também investe pesadamente na segurança das áreas dos centros de distribuição. Neste ecossistema de alta complexidade, a convergência de hardware e software é indispensável para evitar falhas humanas ou intrusões. Para que sejam centralizadas a visualização e a inteligência dos dados coletados por sensores e câmeras, se tornou essencial a adoção de um robusto VMS, que permite que os operadores logísticos tenham uma visão panorâmica e analítica de toda a infraestrutura crítica.
Este sistema é fundamental para que sejam disparados alertas automáticos, garantindo que os protocolos de segurança sejam seguidos rigorosamente, para a drástica redução do risco de sabotagens ou de furtos.
Perspectivas de mercado
As projeções para o futuro são otimistas no setor, especialmente para quem investe em infraestrutura de ponta. O mercado de capitais tem demonstrado confiança no segmento, a exemplo da empresa que investiu mais de R$ 5 bilhões em portos e ferrovias para os próximos cinco anos. Com este aporte financeiro, é possível acelerar em breve a adoção de novas tecnologias de monitoramento, mas o sucesso disso ainda deverá depender de como funcionará esta vigilância de maneira estratégica, integrando a inteligência de campo com softwares de gestão de alto desempenho.
Importância na redução de perdas
Ou seja, investir na redução de perdas na logística do Brasil necessita de um equilíbrio entre investimentos em inteligência digital e de ativos físicos. À medida em que o ano de 2026 avançar, os operadores logísticos que entenderem como funciona o controle total de cargas serão os mesmos que vão conseguir reduzir custos operacionais, ganhando fôlego em um mercado ainda mais exigente. Portanto, é fundamental que, o quanto antes, as empresas do setor utilizem ferramentas de rastreabilidade, gestão de riscos e sistemas avançados de vídeo, para melhorar mais as suas operações de trabalho.
*Ruan Emmanuel Santos do Nascimento, Jornalista especializado em tecnologia e com pós-graduação em jornalismo digital









