Automação na Logística: Tecnologia expande o potencial humano; não o substitui

Por Hélcio Lenz*

A automação está remodelando a logística todos os dias, prometendo custos mais baixos, maior eficiência e maior previsibilidade em cadeias de suprimentos cada vez mais complexas. No entanto, por trás de cada algoritmo, o fator humano permanece insubstituível. 
 
pesquisa de 2025 da Infosys mostra que o interesse na automação logística está crescendo de 20% em 2023 para 30% em 2025. No entanto, por mais avançada que a tecnologia se torne, ela ainda depende de pessoas para projetar estratégias, interpretar dados, tomar decisões e se adaptar a cenários inesperados. “A automação remove tarefas repetitivas, mas não substitui a criatividade, a empatia no atendimento ao cliente ou o pensamento crítico necessário para resolver problemas”, diz Hélcio Lenz, Managing Director na Infios da América Latina. 

Longe de diminuir o papel das pessoas, a automação está, na verdade, transformando-o. Os empregos manuais tradicionais podem diminuir, mas a demanda por habilidades em análise de dados, integração de sistemas e manutenção está crescendo. O Fórum Econômico Mundial estima que, até 2027, a transformação tecnológica criará cerca de 69 milhões de novos empregos globalmente – muitos deles na logística. 

Automação na Logística: Tecnologia expande o potencial humano; não o substitui

A capacidade humana também é crucial para a adoção cultural. A automação bem-sucedida requer mais do que nova infraestrutura; requer equipes engajadas e bem treinadas que confiam nos sistemas com os quais trabalham. O investimento em treinamento contínuo e educação corporativa reduz a resistência, impulsiona a adoção e prepara os funcionários para papéis em evolução. 

O treinamento também fundamenta a responsabilidade ética. Como a automação depende de dados sensíveis, os princípios de transparência e responsabilidade devem guiar a tomada de decisões. A supervisão humana garante não apenas eficiência, mas também conformidade com padrões legais e éticos. 
 
Olhando para o futuro, os robôs não substituirão as pessoas na logística, trabalharão ao lado delas. “A Logística 5.0 aponta para um futuro colaborativo: a integração de IA, IoT e Robótica, com humanos como coordenadores”, enfatiza Lenz. “Substituir? Não. Expandir a capacidade dos profissionais de logística para que possam se concentrar em estratégia, inovação e experiência do cliente. Afinal, são as pessoas que dão significado ao potencial ilimitado da automação – e não o contrário.” 

* Helcio Lenz, Managing Director na Infios da América Latina. 

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