5 razões para acreditar que 2017 será o ano da retomada

25/10/2016

*Por José Ricardo Noronha

Nos treinamentos, palestras e aulas de MBA que tenho ministrado no Brasil, sempre me questionam se a tão esperada retomada da economia está mesmo por vir. Seria infame de minha parte garantir que sim, algo que nem os mais brilhantes e renomados economistas se aventuram em fazer.

No entanto, vejo claramente os primeiros sinais de retomada, o que me faz vislumbrar um cenário muito mais promissor para este final de ano e, principalmente, para 2017. Abaixo, listo 5 razões que fortalecem esta minha convicção.

1) Cenário macro: temos hoje, no mundo todo, uma situação de bastante liquidez, o que se traduz em um bom e intenso fluxo de investimentos estrangeiros no Brasil. Isso acontece devido aos ativos terem se desvalorizado e depreciado, de forma substancial, ao longo dos últimos trimestres, especialmente por causa da recessão econômica que nos assola.

Além disso, o Brasil continua extremamente atraente para empresas multinacionais dos mais variados setores (imobiliário, farmacêutico, educação, energia, bancos e finanças, etc.), o que justifica o crescente movimento de consolidação e de fusões e aquisições nestes mercados.

2) Cenário político nacional: o presidente Michel Temer (a despeito de quaisquer preferências político-partidárias) teve um bom início de governo com a aprovação da PEC dos gastos públicos, o que dá a ele fôlego para seguir adiante com outras reformas urgentes, com absoluto destaque para a tão crucial reforma da previdência. Além disso, o seu conhecido traquejo político cria boas condições de lidar com um Congresso hostil e pouco afeito às questões republicanas, o que dá a todos nós uma perspectiva de médio e longo prazo muito mais promissora.

3) Queda dos juros: todos os pontos acima dão embasamento à tendência de queda de juros (Taxa Selic), que deve se consolidar ao longo dos próximos meses. Juros mais baixos tendem a dar maior fluidez na economia, em virtude do barateamento do tão necessário crédito para empresas e indivíduos, e também deve servir de importante estímulo à retomada da atividade econômica. Tudo isso impacta diretamente no ânimo e nas ações de empresas e consumidores.

4) Retomada da confiança: pesquisas das mais variadas e sólidas fontes têm trazido dados positivos referentes à tão crucial retomada da confiança do empresariado nacional, internacional e também dos consumidores. Se levarmos em consideração que a pior crise que um País pode mergulhar é a da confiança, tão logo tenhamos melhores índices desta questão, deveremos ver uma série de empresas retomando o rito normal de seus investimentos e também dos consumidores, que tendem a voltar a consumir e a reaquecer a economia.

5) O Brasil e todos nós precisamos: com mais de 12 milhões de desempregados (se considerarmos apenas os números oficiais que não levam em conta os milhões de profissionais que migraram para a chamada “economia informal”), o Brasil e todos nós precisamos seguir em frente. E este sentimento que ganha cada vez mais corpo de que “o pior já ficou para trás” é bastante positivo, pois fomenta a tão necessária esperança de que todos somos responsáveis, direta e indiretamente, pela reconstrução do nosso país e da nossa economia.

Enfim, temos motivos bastante vigorosos para acreditar que o “fundo do poço” já começa a ficar para trás e que a luz no fim do túnel começa a ganhar brilho cada vez mais intenso. E, diante disso tudo, tenho outra certeza bastante clara: a de que somente as empresas e profissionais bem preparados terão melhores condições e capacidades para brilharem neste “novo cenário de negócios”.

Um novo cenário que será marcado de um lado por clientes extremamente exigentes, bem informados e repletos de boas opções à sua frente. E, por outro, por concorrentes cada vez melhores, mais agressivos e com produtos, serviços e soluções muito similares – quando não absolutamente iguais – aos que comercializamos em nossas empresas.

E, diante disso, surge o elemento mais crucial para o crescimento do País: a educação de qualidade, que, muito embora tenha sido tão negligenciada ao longo das últimas décadas, será certamente o fator cada vez mais preponderante de diferenciação competitiva em um “mercado de iguais”.

Assim, irão brilhar os profissionais e empresas que têm paixão pelo que fazem, expertise em seus mercados e crença inabalável de que a educação é dos elementos essenciais para a busca do sucesso e resultados de vendas cada vez melhores e sustentáveis.

O Brasil, enfim, viverá o momento de retomada da economia e de crescimento das vendas nos mais diversos setores.

Será que você e seus profissionais estão prontos para surfar nesta nova, incrível e igualmente traiçoeira onda?

* José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formou-se em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP. Possui especialização em Marketing, Empreendedorismo, Empreendedorismo Social e Vendas pela Owen Graduate School of Management e é Professor dos MBAs da FIA. É autor dos livros “Vendedores Vencedores” e “Vendas. Como eu faço?”, além de idealizador da Universidade das Vendas. www.paixaoporvendas.com.br e www.universidadedasvendas.com.br

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