Aliança amplia atendimento à Região Norte do Brasil

08/04/2015

A partir de abril, empresa escalará semanalmente o porto de Vila do Conde. Serviço de cabotagem contará com seis navios, os maiores a operar no transporte costeiro do Brasil

Para atender aos crescentes fluxos logísticos na cabotagem e no Mercosul, a Aliança Navegação e Logística passará a escalar, a partir de abril, o porto de Vila do Conde, no Pará. A reformulação do serviço segue o planejamento estratégico para a expansão da cabotagem na Região Norte.

Conforme explica o gerente geral de cabotagem da Aliança, Gustavo Costa, o Pará passa por uma expansão do consumo e considerando que as cadeias logísticas atuais são totalmente dependentes do modal rodoviário, existe um grande potencial para o transporte costeiro.

“A inserção do modal cabotagem nestas cadeias logísticas só é possível com um
serviço semanal e em dias fixos, que também permite a expansão do comércio exterior, com transbordo nos portos de Suape e Santos, conectando o Pará a todos os continentes”, afirma.

O porto de Vila do Conde está incluído no serviço denominado Anel 1, que conta com 4 navios com capacidade para 3.800 contêineres cada e 2 navios de 4.800 contêineres, considerados os maiores em operação na cabotagem brasileira. Essa é a rota da Aliança que oferece a maior capilaridade de atendimento, desde Rio Grande até Manaus. “Assim, poderemos atender o mercado paraense, além de conectar com os serviços do Mercosul e também para as Américas, Europa, Ásia e Oriente Médio na exportação e importação”, explica.

Entre as principais cargas transportadas em Vila do Conde, a participação maior será dos segmentos de alimentação, bebidas, higiene e limpeza, materiais de construção e siderúrgicos. “Temos o interesse de desenvolver parcerias estratégicas com empresas locais atuantes nos setores de transporte rodoviário e fluvial para participarem do crescimento da cabotagem no Pará. A meta é atingir uma movimentação anual de 20 a 25 mil Teus já em 2016”, ressalta Costa.

Infraestrutura Logística

De acordo com o executivo, a Região Norte ainda é carente de infraestrutura para as operações de contêineres. Em Vila do Conde, a Aliança vai operar com a Santos Brasil, que já é parceira estratégica nos portos de Imbituba e Santos.“Acreditamos que junto com a Santos Brasil, a Companhia Docas do Pará, a Praticagem e Capitania dos Portos, teremos um plano de ação e investimentos para que as condições operacionais sejam melhoradas em curto prazo”, comenta.

O Estado do Pará possui ainda importantes portos como Belém e Santarém. A escolha de Vila do Conde foi feita compatibilizando o perfil da frota de navios da Aliança com as condições operacionais portuárias.

“Consideramos atender também o Estado do Amapá com o transporte fluvial de balsas a partir de Vila do Conde e que o complexo portuário aumentará sua importância na logística regional com a implementação dos serviços da Aliança. Pretendemos ser um vetor de desenvolvimento econômico regional”, finaliza.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Empilha inaugura CD em Cajamar e aposta em modelo para se tornar o “Uber do palete” no Brasil
Empilha inaugura CD em Cajamar e aposta em modelo para se tornar o “Uber do palete” no Brasil
Caminhões rodam até 100 mil km por ano no Brasil: estudo da CNT revela padrão real de uso da frota
Caminhões rodam até 100 mil km por ano no Brasil: estudo da CNT revela padrão real de uso da frota
Shopee inaugura CD fulfillment no Rio Grande do Sul e reduz prazo de entrega em até 50% na região
Shopee inaugura CD fulfillment no Rio Grande do Sul e reduz prazo de entrega em até 50% na região
Novos Axor da Mercedes-Benz ganham versões com suspensão pneumática e modelo plataforma
Novos Axor da Mercedes-Benz ganham versões com suspensão pneumática e modelo plataforma
Segundo estudo da Antaq, terminais de uso privado no Brasil enfrentam entraves e atrasos
Segundo estudo da Antaq, terminais de uso privado no Brasil enfrentam entraves e atrasos
Geopolítica eleva custo logístico e pressiona frete, seguro e operação no Brasil, aponta presidente do Instituto de Estudos de Transporte e Logística (IET)
Geopolítica eleva custo logístico e pressiona frete, seguro e operação no Brasil, aponta presidente do IET

As mais lidas

01

Movimentações executivas agitam logística, Supply Chain e real estate no Brasil. Fique por Dentro
Movimentações executivas agitam logística, Supply Chain e real estate no Brasil. Fique por Dentro

02

Nova face do Operador Logístico exige tecnologia, integração e papel estratégico na cadeia de suprimentos
Nova face do Operador Logístico exige tecnologia, integração e papel estratégico na cadeia de suprimentos

03

Logweb: duas décadas de jornalismo especializado que acompanham e impulsionam a logística brasileira
Logweb: duas décadas de jornalismo especializado que acompanham e impulsionam a logística brasileira