A Brado Logística e a CMA CGM oferecem uma solução de transporte multimodal para importadores com destino a Mato Grosso que utilizam a Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA). Um dos diferenciais da operação é o congelamento do free time durante todo o percurso ferroviário, período em que o prazo de utilização do contêiner deixa de ser contabilizado. Na prática, a medida proporciona mais tempo para o importador concluir o desembaraço aduaneiro sem custos adicionais relacionados à utilização do equipamento.
O serviço combina o desembaraço aduaneiro no interior do país, com possibilidade de acesso aos incentivos fiscais concedidos pelo estado de Mato Grosso, e o transporte coordenado entre o Porto de Santos (SP) e o Porto Seco de Cuiabá (MT).
A solução também busca reduzir os custos de armazenagem no terminal marítimo e ampliar a previsibilidade das operações de importação. Além disso, o uso da ferrovia em grande parte do percurso terrestre permite reduzir em até 85% as emissões de CO₂ em comparação com o transporte realizado integralmente por rodovias.
DTA em Mato Grosso permite desembaraço aduaneiro no interior
A Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) permite que a carga importada deixe o Porto de Santos antes da conclusão do desembaraço aduaneiro. Nesse regime, a mercadoria segue sob supervisão da Receita Federal até o Porto Seco de Cuiabá, onde ocorre a nacionalização, com suspensão do pagamento dos tributos durante o trânsito.
O desembaraço das mercadorias em Mato Grosso possibilita aos importadores acessar os incentivos fiscais concedidos pelo estado. A política busca estimular que as empresas realizem o despacho aduaneiro em seu próprio território. Ao mesmo tempo, a retirada da carga de Santos logo após a autorização do trânsito reduz o período de permanência no terminal marítimo e, consequentemente, os custos de armazenagem associados.
“Como a carga deixa o porto logo após a autorização da DTA, o importador reduz significativamente o tempo de permanência no terminal marítimo, evitando custos de armazenagem que normalmente seriam cobrados durante o desembaraço aduaneiro em Santos”, afirma Gabriel Gustavo Gonçalves Ferreira, comercial da carteira de bens industriais da Brado.
Outro diferencial está na gestão do contêiner durante o transporte. Os clientes contratam diretamente a CMA CGM, que coordena o serviço com a Brado, responsável pelo transporte multimodal até Mato Grosso. Nesse modelo, o free time permanece congelado durante todo o trecho ferroviário realizado pela Brado.
O free time corresponde ao período de utilização do contêiner sem cobrança de taxas adicionais. Quando esse prazo é ultrapassado, o importador pode estar sujeito à cobrança de demurrage, taxa aplicada pelo uso do equipamento além do período previsto em contrato. Com a suspensão da contagem durante o percurso ferroviário, o cliente ganha mais tempo para organizar e concluir o desembaraço aduaneiro, reduzindo o risco de despesas adicionais.
“Por meio dessa solução, oferecemos aos importadores uma alternativa que reúne benefícios fiscais, maior previsibilidade da cadeia de suprimentos e gestão logística integrada”, afirma Roberto Camacho, Diretor de Intermodal e Logística da divisão de transporte marítimo da CMA CGM no Brasil.
Para Renata Paschoali, gerente comercial da Brado, o modelo permite reunir, em uma única operação, benefícios fiscais e operacionais que contribuem para a competitividade das importações.
“A parceria com o armador permite oferecer uma solução mais completa ao importador. Além dos incentivos relacionados ao desembaraço em Mato Grosso, conseguimos preservar vantagens importantes na gestão do contêiner, trazendo mais segurança operacional, previsibilidade e redução de custos ao longo de toda a operação e, o melhor de tudo, é que esse sistema pode ser implementado nos mais diversos tipos de carga”, afirma.
A transferência do desembaraço aduaneiro para o interior também reduz a exposição dos importadores ao congestionamento portuário e às restrições operacionais em Santos. A operação já transportou pneus e produtos manufaturados e pode atender a diferentes categorias de mercadorias.

Transporte ferroviário reduz emissões de CO₂ na importação
A utilização da ferrovia em grande parte do percurso terrestre é outro componente da solução oferecida pela Brado e pela CMA CGM. Segundo as empresas, essa modalidade pode emitir até 85% menos CO₂ em comparação com uma operação realizada integralmente por rodovias.
A redução das emissões contribui para diminuir a pegada de carbono do transporte de cargas e está alinhada aos esforços da CMA CGM para ampliar a oferta de soluções logísticas com menor impacto ambiental.
A Brado é uma provedora de serviços de logística multimodal no Brasil, com infraestrutura própria formada por 33 locomotivas, aproximadamente 4.700 contêineres, mais de 2.000 vagões ferroviários, equipamentos, armazéns e terminais. Sua estrutura é complementada por parcerias estratégicas nos principais centros de consumo do país. A empresa atua nos mercados de importação, exportação e transporte doméstico, com foco na integração entre diferentes modais.
Já o Grupo CMA CGM opera soluções de transporte marítimo, terrestre, aéreo e logístico e está presente em 184 países, com aproximadamente 170 mil funcionários. Terceira maior empresa de transporte marítimo do mundo, atende mais de 420 portos nos cinco continentes, com uma frota superior a 700 navios. Em 2025, transportou mais de 24 milhões de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés).
O grupo também atua no segmento de logística por meio da subsidiária CEVA Logistics, que opera mil armazéns e realizou 15 milhões de transportes em 2025. Na carga aérea, mantém operações por meio das marcas CMA CGM AIR CARGO e Air Belgium.










