
Centro logístico em São Paulo passa a oferecer armazenamento e distribuição de materiais biológicos em temperaturas ultrabaixas, incluindo operações com nitrogênio líquido
A Thermo Fisher Scientific ampliou a estrutura de seu Centro Logístico de Ensaios Clínicos, em São Paulo, com uma operação especializada em armazenamento, gestão e distribuição de materiais criogênicos. A infraestrutura foi desenvolvida para atender pesquisas clínicas que utilizam materiais biológicos sensíveis à temperatura, incluindo estudos com terapias celulares e gênicas.
A operação contempla etapas que vão do recebimento e armazenamento dos materiais à distribuição para centros de pesquisa e à logística reversa dos equipamentos utilizados no transporte. Dependendo da aplicação, esses materiais precisam ser mantidos em temperaturas próximas de -196 °C, o que exige controle térmico, procedimentos específicos e rastreabilidade ao longo da cadeia logística.
Segundo a empresa, a estrutura inclui dois tanques de nitrogênio líquido, 18 racks com capacidade para aproximadamente 144 posições de armazenamento e 15 equipamentos qualificados para transporte, conhecidos como shippers. A operação já atende, desde o início de 2026, estudos clínicos envolvendo terapia celular.
“A criogenia exige muito mais do que infraestrutura física. É preciso desenvolver protocolos, qualificar equipamentos e processos e garantir controle e rastreabilidade ao longo de toda a operação”, afirma Maria Rodrigues, gerente-geral de Serviços Clínicos da Thermo Fisher Scientific no Brasil.
Cadeia fria exige controle em todas as etapas
O armazenamento e o transporte de materiais utilizados em terapias celulares e gênicas apresentam requisitos específicos de conservação. A manutenção das condições térmicas é essencial para preservar as características dos materiais durante a movimentação entre instalações e centros de pesquisa.
Nesse tipo de operação, a logística precisa integrar equipamentos adequados, procedimentos de manuseio, monitoramento de temperatura e planejamento das entregas. A devolução dos equipamentos utilizados no transporte também faz parte do processo.
A Thermo Fisher informa que sua nova estrutura é a primeira no Brasil e na América Latina a oferecer, nessa escala, armazenamento criogênico especializado associado a uma operação integrada de ponta a ponta.
Centro logístico reúne estrutura para diferentes temperaturas
O centro de São Paulo está em operação no Brasil há 18 anos e ocupa uma área de 2,4 mil m², com aproximadamente 110 profissionais. Segundo a empresa, a unidade participa de mais de 850 estudos clínicos.
A estrutura já contava com mais de 8 mil posições de armazenamento em ambiente controlado e outras 10 mil destinadas a produtos refrigerados, além de áreas para produtos congelados. A nova capacidade criogênica amplia o conjunto de serviços oferecidos pela unidade.
Globalmente, a Thermo Fisher acumula mais de 35 anos de experiência no armazenamento e transporte de materiais críticos em condições de ultrabaixa temperatura e criogenia.
Inicialmente, a nova operação atende estudos conduzidos a partir do Brasil, com possibilidade de suporte a pesquisas em outros países da América Latina.
Plataforma digital complementa os serviços para pesquisas clínicas
Além da infraestrutura física, o centro oferece soluções digitais para a condução de estudos clínicos. Entre elas está o eCOA (electronic Clinical Outcome Assessment), sistema utilizado para digitalizar a coleta de informações dos participantes durante as pesquisas.
A solução reúne a plataforma digital, a gestão dos dispositivos utilizados nos estudos e o suporte à execução nos centros participantes. A proposta é integrar etapas que, de outra forma, poderiam depender de fornecedores e processos separados.
A ampliação da estrutura criogênica e a integração com serviços digitais fazem parte da estratégia da companhia para atender estudos clínicos com diferentes níveis de complexidade, nos quais a gestão de materiais, equipamentos e informações precisa acompanhar as exigências dos protocolos de pesquisa.









