
Companhia projeta elevar faturamento global de € 600 milhões para € 3 bilhões, com serviços para baterias, veículos elétricos, energia solar, eólica e hidrogênio
A DHL Group prevê aumentar de aproximadamente € 600 milhões, em 2025, para € 3 bilhões até 2030 a receita global gerada por soluções logísticas voltadas ao segmento de novas energias. A meta representa uma expansão de cinco vezes e faz parte da estratégia de crescimento da companhia, que vem ampliando sua atuação nas cadeias de suprimentos relacionadas à transição energética.
O plano abrange oito segmentos, incluindo combustíveis alternativos, sistemas de armazenamento de energia por baterias, veículos elétricos e suas baterias, hidrogênio, infraestrutura de redes elétricas e geração solar e eólica.
Para atender a essas demandas, a empresa integra competências das divisões DHL Express, DHL Global Forwarding e DHL Supply Chain. Os serviços cobrem diferentes etapas da cadeia, desde o transporte de componentes e equipamentos até armazenagem, distribuição, manutenção, logística reversa e descomissionamento.
Segundo Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no Brasil, o avanço das novas fontes de energia abre oportunidades para operações logísticas especializadas, capazes de atender cargas de grande porte, componentes de alto valor e requisitos específicos de transporte.
Logística para energia eólica inclui entrega de peças em até quatro horas
A manutenção de parques eólicos é uma das frentes de atuação da companhia. A necessidade de transportar peças de reposição para instalações muitas vezes localizadas em áreas remotas exige soluções que reduzam o tempo de espera e contribuam para limitar as paradas dos equipamentos.
A DHL informa que possui mais de 1.100 pontos de armazenagem avançada no mundo, com capacidade de entregar peças em até quatro horas para cerca de 88% dos parques eólicos globais.
A empresa também lançou o serviço Time Definite Plus, que utiliza a rede da DHL Express com opções personalizadas de entrega, incluindo horários programados e soluções de troca e devolução de componentes. A operação está disponível em 22 países e territórios da Europa, com previsão de expansão para outros mercados.
O serviço busca atender às necessidades de manutenção, reparo e revisão de equipamentos, especialmente quando a indisponibilidade de uma peça pode comprometer a operação de um parque de geração.
Baterias ampliam demanda por armazenagem especializada
A logística de baterias para veículos elétricos e sistemas estacionários de armazenamento de energia também integra o plano de expansão da DHL. Esses produtos exigem cuidados específicos de armazenagem e transporte, incluindo controle das condições ambientais e procedimentos de segurança compatíveis com suas características.
Globalmente, a companhia mantém mais de 20 centros de excelência voltados à cadeia de veículos elétricos e baterias. Na Europa, a DHL está ampliando sua infraestrutura com um centro logístico especializado em Holtum, nos Países Baixos, previsto para entrar em operação no início de 2027.
A instalação terá 17 mil metros quadrados destinados à armazenagem e aos serviços relacionados a baterias de alta tensão para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. Na França, a empresa também abriu um centro de excelência para armazenagem e distribuição de componentes e baterias, com suporte a operações industriais e serviços de pós-venda.
Além do transporte e da armazenagem, a companhia prevê atuar em etapas posteriores do ciclo de vida dos equipamentos, incluindo manutenção, logística reversa, reciclagem por meio de parceiros especializados e descomissionamento.
Operação no Brasil atende diferentes etapas da cadeia
No Brasil, a DHL combina serviços de transporte e armazenagem com operações de abastecimento industrial, movimentação interna de materiais e transferências entre unidades. A estrutura também inclui soluções de Lead Logistics Provider (LLP), modelo em que um operador coordena diferentes atividades e fornecedores da cadeia logística.
De acordo com Plínio Pereira, CEO da DHL Supply Chain no Brasil, incorporar o planejamento logístico às decisões de implantação e expansão dos projetos pode ajudar a antecipar riscos e organizar o fluxo de materiais e componentes.
Mirele Mautschke, CEO da DHL Express no Brasil, também aponta oportunidades relacionadas à eletrificação e à expansão das fontes de energia, que podem aumentar a demanda por transportes com requisitos específicos de segurança, velocidade e manuseio.
A DHL aposta, assim, no crescimento de cadeias que exigem integração entre transporte, armazenagem, distribuição e suporte técnico. A expansão do negócio até 2030 dependerá da evolução dos investimentos em novas energias e da demanda por serviços logísticos especializados nesses mercados.









