As empresas brasileiras estão ampliando os investimentos em inteligência artificial (IA), infraestrutura logística e expansão para novos mercados como pilares de crescimento para os próximos anos. É o que aponta um levantamento da DP World, realizado por meio do Global Trade Observatory, que ouviu 142 executivos brasileiros das áreas de logística e cadeia de suprimentos. O estudo indica uma atenção crescente do setor empresarial à tecnologia, à competitividade e à internacionalização.
Segundo a pesquisa, 66% dos executivos brasileiros apontam a adoção de inteligência artificial entre os três principais motores de crescimento dos negócios nos próximos um a três anos. O percentual supera a média global, de 43%. Além disso, 54% destacam a expansão da demanda em novos mercados e entre novos consumidores, enquanto 51% consideram a melhoria da infraestrutura e da capacidade de transporte uma prioridade estratégica.
O levantamento também mostra que 37% dos entrevistados consideram o surgimento de novas cadeias de valor, impulsionadas por materiais e tecnologias emergentes, um importante vetor de desenvolvimento. Dessa forma, a pesquisa aponta para uma combinação entre transformação tecnológica, ampliação de mercados e investimentos em infraestrutura como elementos relevantes para a estratégia das empresas brasileiras.

Inteligência artificial ganha espaço no comércio global
O estudo reforça ainda que a evolução do comércio global dependerá cada vez mais de cadeias logísticas conectadas, resilientes e integradas. Entre os executivos brasileiros entrevistados, 79% acreditam que a inteligência artificial será a tecnologia com maior impacto sobre o comércio global nos próximos cinco a oito anos. A automação aparece na sequência, citada por 54% dos respondentes.
“A pesquisa reflete o momento vivido pelas empresas brasileiras, que estão cada vez mais focadas em tecnologia, infraestrutura e expansão internacional. Ao mesmo tempo, observamos uma demanda crescente por soluções logísticas integradas, capazes de conectar operações portuárias, transporte, armazenagem e serviços de valor agregado para atender cadeias de suprimentos mais complexas e dinâmicas”, afirma Fabio Siccherino, CEO da DP World no Brasil.
O levantamento acompanha um cenário positivo para o comércio exterior brasileiro. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações do país atingiram US$ 348,7 bilhões em 2025, maior resultado da série histórica. O desempenho reforça, segundo o estudo, a necessidade de investimentos em infraestrutura e conectividade logística para sustentar a expansão do comércio exterior.
Com operações ancoradas em um dos maiores terminais privados multipropósito do Porto de Santos, a DP World vem ampliando sua atuação para atender às mudanças do mercado. Além das operações portuárias, a companhia oferece soluções integradas que incluem transporte multimodal, agenciamento de cargas (freight forwarding), armazenagem, apoio aduaneiro e logística contratual. A estrutura permite reunir diferentes etapas da cadeia de suprimentos em uma mesma oferta de serviços.
Como parte dessa estratégia, a empresa lançou recentemente o Brazil-Africa Link, corredor logístico que conecta exportadores brasileiros aos mercados africanos por meio da infraestrutura da DP World em Angola, Moçambique e África do Sul.
Paralelamente, a companhia mantém investimentos na expansão da capacidade logística no Brasil. Entre eles está um aporte de R$ 1,6 bilhão no terminal de Santos, que elevará sua capacidade para 2,1 milhões de TEUs até 2028. A empresa também ampliou sua rede nacional de freight forwarding, que passou a contar com uma unidade em Porto Alegre.









