A Combitrans completou, em março deste ano, um ano desde a expansão de sua atuação no modal rodoviário, com foco no transporte de cargas FTL (Full Truckload ou carga completa). O movimento marcou a consolidação de um portfólio mais integrado da companhia, que combina operações rodoviárias e fluviais em diferentes corredores logísticos do país.
Ao longo do período, a empresa estruturou uma operação com mais de 700 implementos rodoviários próprios e agregados. Somente em março de 2026, a companhia incorporou 50 novos equipamentos à frota, sendo 20 carretas sider e 30 semirreboques, como parte do plano de ampliação de capacidade operacional.
Segundo Dener Ricardo Guerra, CEO da Combitrans, a expansão representa uma etapa importante da estratégia da empresa. “O primeiro ano da nossa expansão para o modal rodoviário representa um passo importante na evolução do nosso portfólio: ampliamos capilaridade sem abrir mão de disciplina operacional, segurança e previsibilidade. Foi um processo desafiador, de estruturação, padronização e crescimento de rede, mas extremamente gratificante, com a operação ganhando tração, a demanda superando as expectativas e tendo hoje uma procura consistente em diferentes corredores do país”, afirma.

Expansão da rede fortalece operação FTL
A companhia ampliou sua presença nacional a partir da operação já consolidada na Região Norte, onde mantém unidades em Manaus (AM) e Belém (PA), além da sede administrativa em Orlândia (SP) e da unidade de São Paulo (SP).
Com o avanço do segmento rodoviário, a empresa inaugurou novas filiais em Goiânia (GO), Itajaí (SC), Contagem (MG), Fortaleza (CE), Barueri (SP), São Luís (MA) e Curitiba (PR). O texto original também cita Monte Negro (RS), com observação de grafia a confirmar.
Para 2026, a Combitrans projeta abrir mais oito unidades ao longo do ano, ampliando sua capacidade de atendimento em rotas de longa distância e operações de abastecimento voltadas a cadeias de alto giro.
“Capilaridade e regularidade são determinantes na operação FTL. A expansão de filiais foi planejada para aumentar presença regional e dar resposta rápida ao cliente, com padronização de atendimento e gestão centralizada”, comenta Dagoberto Madono, diretor de Novos Negócios da empresa.
Atualmente, a operação rodoviária da companhia trabalha com diferentes combinações de veículos e implementos, incluindo trucks, carretas, bitrens e rodotrens. Entre os implementos utilizados estão sider, baú, grade baixa, graneleiro e basculante.
Integração multimodal e foco em sustentabilidade
Além do transporte rodoviário, a Combitrans também atua no transporte multimodal, integrando operações fluviais e rodoviárias na Região Norte. A companhia utiliza a balsa SW para reduzir transbordos, melhorar prazos e aumentar a previsibilidade logística em cadeias que dependem de janelas operacionais específicas.
A empresa também realiza operações de logística reversa, trazendo cargas de diferentes regiões do país para o Norte, incluindo produtos ligados à Zona Franca de Manaus.
“A expansão de nossa capacidade acompanha o aumento da demanda pelo serviço. Nosso plano foi desenhado para sustentar crescimento com controle e segurança, além de garantir a qualidade do serviço, algo fundamental para nós. Além disso, quando integramos os modais, conseguimos desenhar rotas mais eficientes e reduzir a complexidade logística. Essa combinação é especialmente estratégica para operações com origem ou destino na Região Norte”, explica Madono.
Em 2026, a operação rodoviária da companhia passou a contar com a certificação SASSMAQ, exigida para operações de transporte e logística de produtos químicos e petroquímicos. A empresa também possui licenças e autorizações regulatórias para transporte de produtos controlados e perigosos, incluindo registros junto ao Exército Brasileiro, Polícia Federal, Polícia Civil, Ibama e Anvisa.
A agenda ambiental também integra a estratégia operacional da companhia. Em parceria com a Siga Verde, a Combitrans oferece mensuração das emissões geradas nas operações e possibilidade de compensação de carbono, com relatórios voltados ao acompanhamento de metas ESG dos clientes.
Segundo a empresa, o uso de bitrens contribui para ampliar a capacidade por viagem e reduzir emissões por tonelada transportada. Um estudo publicado na ScienceDirect, citado pela companhia, aponta que transportes de alta capacidade podem reduzir em até 42% as emissões por carga em comparação aos semirreboques convencionais, dependendo do perfil operacional.
“Certificações e licenças não são apenas requisitos formais. Na verdade, elas organizam processos, elevam o nível de controle e reforçam a confiança do embarcador, especialmente em cargas sensíveis e reguladas. Ao mesmo tempo, avançamos em ferramentas para dar mais transparência às emissões e apoiar decisões logísticas com foco em eficiência e responsabilidade ambiental”, conclui o CEO da Combitrans.







