FEVER estrutura FIDC de R$ 50 milhões para ampliar frota elétrica de locação corporativa

A FEVER, hub brasileiro de soluções em mobilidade sustentável e logística verde, anunciou a estruturação do FLEETER AUTO FIDC, fundo de investimento em direitos creditórios voltado ao financiamento de operações de locação de frotas corporativas elétricas.

A primeira rodada do fundo já foi efetivada com captação inicial de R$ 50 milhões, e a expectativa é alcançar até R$ 250 milhões nos próximos ciclos. Segundo a companhia, a estrutura permitirá financiar aproximadamente 280 veículos elétricos na etapa inicial, considerando como referência o modelo Fever Nextem FN1000.

A operação é liderada pela Horizonte Investimentos, responsável pela gestão do fundo, enquanto a Capitânia Investimentos atua como cogestora e investidora âncora. A estrutura conta ainda com participação da própria Fever Fleet como cotista subordinada, além da atuação da FIDD Group na administração, BTLaw na estruturação jurídica e Liberum como agência de rating.

De acordo com a empresa, o modelo foi desenvolvido com base em três pilares: os veículos elétricos como ativos tangíveis, os contratos corporativos de locação como lastro financeiro e a participação direta da Fever Fleet na operação.

Na prática, a estrutura transforma receitas recorrentes dos contratos de locação em ativos financeiros, criando uma fonte dedicada de funding para expansão da frota elétrica.

“A estratégia de alavancagem da Fever Fleet a partir de um FIDC totalmente dedicado está fundamentada na necessidade permanente de fluxo de caixa que uma locadora possui. Em um ambiente de crédito restrito e custo elevado, ter um instrumento próprio de funding traz uma vantagem competitiva relevante”, afirma Nelson Füchter Filho, fundador da FEVER.

Segundo o executivo, a estrutura proporciona maior previsibilidade financeira e amplia a capacidade de crescimento da empresa diante do avanço da demanda por soluções de logística sustentável.

Fundo acompanha avanço da eletrificação e mudança no modelo de gestão de frotas

A criação do fundo acompanha uma mudança estrutural no comportamento das empresas, que vêm substituindo a compra de veículos por modelos de uso e locação, migrando investimentos de CAPEX para OPEX.

Foi nesse contexto que a FEVER lançou, em 2024, a Fever Fleet, divisão especializada em locação e assinatura de veículos elétricos voltados a operações corporativas.

Nelson Füchter Filho: “A estratégia de alavancagem da Fever Fleet a partir de um FIDC totalmente dedicado está fundamentada na necessidade permanente de fluxo de caixa que uma locadora possui. Em um ambiente de crédito restrito e custo elevado, ter um instrumento próprio de funding traz uma vantagem competitiva relevante”

Atualmente, a operação conta com cerca de 200 veículos locados e projeta atingir 500 unidades até o fim de 2026, impulsionada por contratos com empresas dos setores de logística, varejo e e-commerce.

Para Gustavo Rodrigues, diretor de gestão da Horizonte Investimentos, o fundo representa uma evolução natural do mercado de mobilidade corporativa.

“A cultura de possuir um bem vem sendo substituída pelo uso, especialmente no ambiente corporativo. Ao mesmo tempo, identificamos que os veículos elétricos são mais eficientes que os modelos a combustão. A criação do FLEETER AUTO FIDC foi uma evolução natural dessa tese, combinando ativos reais com a transição energética”, afirma.

Christopher Smith, portfolio manager e sócio da Capitânia Investimentos, destaca que a estrutura combina ativos tangíveis e operações pulverizadas de crédito.

“Estamos satisfeitos com a estrutura desenvolvida, que deve viabilizar um crescimento sustentável da Fever Fleet em um mercado incipiente e com uma demanda importante. A Capitânia investe há mais de uma década em fundos com risco de crédito pulverizado e com bons ativos em garantia. Identificamos no Fleeter Auto FIDC atributos que possuem sinergia com essa tese.”

Com a criação do fundo, a FEVER amplia sua atuação na cadeia de mobilidade elétrica, passando a integrar importação, homologação, distribuição, locação e funding das operações. A empresa também avalia a possibilidade de avançar na nacionalização parcial da produção conforme a expansão da escala operacional.

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