Foton lança semipesados e apresenta o caminhão elétrico eGalaxus na Agrishow 2026

A Foton está apresentando novos modelos de caminhões e soluções voltadas à mobilidade na Agrishow 2026, que está sendo realizada até o dia 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). A estratégia da montadora na feira envolve a ampliação do portfólio voltado ao agronegócio e ao transporte regional, além da exposição de tecnologias ligadas à eletrificação do transporte de cargas.

Entre os principais destaques do estande está o lançamento do Auman D 2632, caminhão rígido semipesado trucado desenvolvido para operações de maior capacidade no segmento agro. O modelo chega ao mercado brasileiro equipado com motor Cummins F6.7 de 320 cv, torque de 1.200 Nm e transmissão automatizada ZF de nove marchas.

Segundo a fabricante, o veículo conta ainda com suspensão traseira pneumática e PBT técnico de 26 toneladas, características que posicionam o modelo entre os de maior capacidade da categoria no Brasil.

Outro lançamento apresentado pela Foton na feira é o Auman D 1830, também voltado ao segmento semipesado. O caminhão utiliza o mesmo motor Cummins F6.7, porém com potência de 282 cv e torque de 1.100 Nm. O conjunto inclui transmissão automatizada ZF de nove marchas e cabine semi-leito.

De acordo com a montadora, o modelo foi desenvolvido para operações que exigem maior produtividade, robustez e eficiência operacional, especialmente em aplicações ligadas ao agronegócio e ao transporte regional de cargas.

Caminhão elétrico eGalaxus é apresentado pela primeira vez no Brasil

Além dos modelos a combustão, a marca também exibe o eGalaxus, caminhão extrapesado 100% elétrico apresentado pela primeira vez no mercado brasileiro. Ainda em fase de estudos para operação local, o veículo está sendo utilizado como vitrine tecnológica da fabricante para demonstrar soluções voltadas à mobilidade sustentável.

O modelo possui design futurista, acabamento premium e recursos avançados de segurança e conforto. Segundo a empresa, o caminhão pode alcançar até 475 cv de potência e torque de até 40.000 Nm, além de baterias com capacidade de até 600 kWh e autonomia estimada de 450 quilômetros no ciclo WLTP.

Durante a Agrishow 2026, o público também pode conhecer a Tunland V7 Black Diamond Concept, veículo conceito desenvolvido para demonstrar futuras possibilidades de customização e séries especiais da linha de picapes da marca.

A exposição conta ainda com outros modelos já comercializados no Brasil, incluindo a picape Tunland V9 e os caminhões da linha Aumark S, como os modelos Aumark S 315 e Aumark S 1217.

No segmento de veículos elétricos leves, a empresa também levou à feira o eWonder, mini truck elétrico lançado recentemente no mercado brasileiro e voltado para aplicações urbanas e operações de apoio no agronegócio.

Segundo Mauricio Santana, diretor Nacional de Vendas e Pós-Vendas da Foton, a participação na feira reforça a estratégia da companhia de ampliar presença no mercado brasileiro de veículos comerciais.

“A Agrishow é uma vitrine estratégica para apresentarmos ao mercado brasileiro nossos mais recentes lançamentos. Além de mostrarmos veículos como o eGalaxus, que aponta para o futuro do transporte pesado, também é uma oportunidade de reforçar o nosso portfólio já consolidado no País, com soluções eficientes e competitivas para o agronegócio”, afirma.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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