A Empilha acaba de inaugurar um novo Centro de Distribuição em Cajamar, SP, com uma proposta ambiciosa: transformar a forma como o país gerencia a cadeia do palete e consolidar um modelo que a própria empresa define como o futuro “Uber do palete”.
Instalado no condomínio logístico Golgi Cajamar, o novo CD conta com 5 mil metros quadrados e capacidade para um giro mensal de até 500 mil paletes, com projeção de atingir 6 milhões de unidades movimentadas até o final de 2026. A unidade se soma à estrutura nacional da empresa, que já conta com 60 bases operacionais em todos os estados brasileiros e cinco grandes Centros de Distribuição.

Mais do que um espaço físico, o novo CD foi desenhado para oferecer uma gestão completa da cadeia do palete, integrando armazenagem, coleta, transporte, reforma e devolução dos ativos, além de um hub tecnológico que permite monitorar a movimentação em tempo real em todo o território nacional.
Segundo o diretor comercial da Empilha, Tiago Chiaratti, a escolha por Cajamar foi estratégica. “A região de Cajamar é considerada um dos principais corredores logísticos do Estado e é caracterizada por sua proximidade com a capital Paulista e por seu acesso facilitado ao interior do Estado, aspectos que contribuíram para sua consolidação como centro estratégico de distribuição nacional”, afirma.

Gestão integrada e redução de custos na cadeia de paletes
O modelo proposto pela Empilha atua diretamente em um dos principais gargalos da logística brasileira: a falta de controle e rastreamento dos paletes ao longo da cadeia. Historicamente, esse ativo circula entre indústria e varejo sem visibilidade adequada, gerando custos, perdas e conflitos operacionais.
“A ineficiência da logística referente ao controle do palete criou um grande gargalo entre a indústria e o varejo, que muitas vezes impactava nas tratativas comerciais”, explica Chiaratti. “Identificamos essa lacuna do mercado e buscamos entender o problema na prática para desenvolver uma solução completa.”
Na operação, após a entrega de mercadorias ao varejo, a Empilha realiza a coleta dos paletes, promove a revisão e reforma dos ativos e os devolve à indústria ou distribuidor com menor custo e tempo. O resultado, segundo a empresa, é economia de espaço, redução de despesas com transporte e maior eficiência no ciclo de vida do palete.
Um dos pilares do modelo é a plataforma Empilha Tracking, que funciona como um hub de informação conectando indústria, varejo, transportadoras e Operadores Logísticos.

“Desenvolvemos um hub de informação que possibilita saber quantos paletes saem da indústria e quais os seus destinos no varejo. A plataforma organiza a agenda de disponibilidade do palete, rota, data de retirada e dimensiona o veículo mais próximo para a operação”, detalha o diretor comercial.
Além disso, a solução inclui funcionalidades como registro das movimentações, gestão de pátios e docas, agendamento de cargas e descargas, confirmação de entregas e envio de documentos com agentes autônomos de IA.
Integração de dados
Para Chiaratti, o diferencial está na integração de dados. “Com maior eficiência no envio e na distribuição da informação de uma operação, automaticamente teremos maior controle dos dados para decisões mais assertivas.”
A proposta de se tornar o “Uber do palete” reflete a lógica de operação baseada em proximidade e agilidade. A empresa busca identificar o veículo mais próximo para realizar a coleta e devolução dos ativos, reduzindo deslocamentos vazios e otimizando o frete.
“Essa expressão surgiu porque buscamos o veículo mais próximo de um palete no país. O usuário faz a solicitação do ponto de embarque e nós deslocamos o ativo até o destino com o menor custo e no menor tempo possível”, explica Chiaratti.
Esse modelo também contribui para reduzir perdas e melhorar a utilização dos recursos logísticos. “Disponibilizar um veículo para que ele não volte vazio é uma das nossas contribuições para otimizar o frete.”
A estratégia da Empilha vem se refletindo em crescimento acelerado. A empresa saiu de 70 mil paletes geridos em 2023 para 1,5 milhão em 2024, alcançando um giro de 5 milhões de paletes em 2025.

Crescimento
“Nos primeiros anos, validamos o negócio e criamos uma cultura voltada à devolução dos paletes. Isso permitiu um crescimento exponencial, com o conceito já consolidado em nossas mais de 60 bases”, afirma o diretor comercial.
Para 2026, a expectativa é de expansão ainda maior, impulsionada por novos parceiros estratégicos e pela demanda crescente por eficiência e redução de custos no setor.
Impactos ambientais
Além dos ganhos operacionais, o modelo também traz impactos ambientais relevantes ao estimular a reutilização dos paletes.
“Existe uma estatística de que, a cada 50 paletes reutilizados, deixamos de emitir uma tonelada de carbono”, destaca Chiaratti. “Quanto mais circulam, menor é o uso de madeira para a produção de novos ativos.”
A operação também contribui para a geração de empregos regionais, especialmente na reforma de paletes, promovendo desenvolvimento local e inclusão produtiva.
Atualmente, a Empilha atende principalmente os setores de alimentos e bebidas, mas já mira novos segmentos. “Estamos olhando para construção civil, que consome grande volume de paletes, e também para o setor farma, que exige maior controle e higienização”, afirma.
Presença nacional
Com operação 24 horas no novo CD de Cajamar e capacidade de atender grandes indústrias e redes varejistas, a empresa reforça sua presença no Sudeste e amplia sua atuação nacional.
“Estamos com um negócio disruptivo no país, que gera governança total do palete, redução de carbono e economia financeira com o retorno eficiente do palete”, conclui Chiaratti.
Mais informações em: https://empilha.log.br/






