A conscientização sobre a Síndrome do X Frágil tem ganhado espaço nas rodovias brasileiras por meio de iniciativas que conectam logística e impacto social. A Transbochnia passou a utilizar sua frota como canal de disseminação de informação ao aderir à campanha “Eu Digo X”, ampliando o alcance do tema em diferentes regiões do país.
A ação transforma caminhões em veículos de comunicação, levando a mensagem a estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Com isso, a iniciativa busca atingir públicos fora dos grandes centros urbanos, onde o acesso à informação sobre a condição ainda é limitado.
Segundo Antonio Bochnia Filho, diretor executivo da empresa, o ponto de partida da mobilização foi o desconhecimento sobre o tema. “Quando conhecemos a campanha ‘Eu Digo X’, houve um ponto de conexão imediato: nós mesmos, até então, não conhecíamos a Síndrome do X Frágil. E esse desconhecimento nos trouxe um alerta poderoso — quantas pessoas convivem com essa condição sem sequer saber?”, afirma.
A partir dessa percepção, a empresa decidiu integrar a campanha às suas operações. Um conjunto completo, formado por cavalo mecânico e carreta, foi plotado e passou a circular pelo país com o objetivo de ampliar a visibilidade da causa. “Transformar dúvidas em conhecimento e visibilidade. Levar essa mensagem para as estradas é, para nós, uma forma concreta de contribuir para que mais pessoas tenham acesso à informação, busquem diagnóstico e encontrem apoio”, destaca Bochnia.

Síndrome do X Frágil e a importância da conscientização
A Síndrome do X Frágil é uma condição genética que afeta o desenvolvimento intelectual e o comportamento, sendo uma das principais causas hereditárias de deficiência intelectual. Além disso, pode estar associada a características do espectro autista, dificuldades de aprendizagem e alterações de comunicação.
Nesse contexto, o diagnóstico precoce e o acesso à informação são considerados fundamentais para o acompanhamento adequado. Pequenas intervenções, como terapias e suporte educacional, podem contribuir significativamente para a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas.
Dentro da Transbochnia, a campanha também teve impacto interno. De acordo com Bochnia Filho, a maioria dos colaboradores desconhecia a condição antes da iniciativa. “A grande maioria nunca havia ouvido falar sobre a Síndrome do X Frágil. Isso reforçou ainda mais a importância da campanha. Nosso objetivo foi transformar nossos colaboradores em multiplicadores dessa informação”, explica.
Para Rafaela Kaesemodel, vice-presidente do Instituto Buko Kaesemodel, ações como essa ampliam o alcance da conscientização. “Levar informação para além dos grandes centros é essencial. Quando uma empresa coloca sua estrutura a serviço de uma causa, ela ajuda a romper barreiras e a alcançar famílias que muitas vezes nunca tiveram acesso a esse tipo de conhecimento”, afirma.
Ela também destaca o papel da informação na transformação social. “Falar sobre a Síndrome do X Frágil é falar sobre diagnóstico precoce, acolhimento e inclusão. Quanto mais pessoas souberem identificar os sinais e buscarem ajuda, maiores são as chances de transformar a vida de quem convive com a condição”, completa.
Com a campanha em circulação, a expectativa é ampliar o alcance da informação e estimular o interesse do público. “Queremos que as pessoas parem, olhem, questionem — e principalmente, busquem entender o que é a síndrome”, diz Bochnia Filho. “Se conseguirmos fazer com que uma única família descubra a condição mais cedo, já teremos cumprido nosso papel.”
Além disso, a iniciativa também contribui para o acolhimento de famílias que já convivem com o diagnóstico. “É importante que as famílias que já convivem com o diagnóstico saibam que não estão sozinhas. Elas podem encontrar orientação, apoio e informação qualificada por meio do Instituto Buko Kaesemodel”, afirma Rafaela.









